Perigo na água

Afogamento: 11 ocorrências são registradas pelos bombeiros em quase três meses

Número é quase a quantidade de ocorrências registradas durante ano em Rondonópolis e região

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08 de Fevereiro de 2018, 09h32

Afogamento: 11 ocorrências são registradas pelos bombeiros em quase três meses
Afogamento: 11 ocorrências são registradas pelos bombeiros em quase três meses

Dados do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, com sede em Rondonópolis, mas que atende mais oito municípios da Região Sul de Mato Grosso, apontam que 11 ocorrências de afogamento foram registradas entre dezembro de 2017 a inicio de fevereiro de 2018. Ainda segundo as informações, o número é quase o mesmo que a quantidade de ocorrências registradas em um ano, somando 12 no total.

Conforme o tenente Roberto, responsável pelo controle de estatística, entre essas ocorrências, cinco foram referentes a casos envolvendo crianças. "Não podemos descrever com precisão o porquê do aumento no número dessas ocorrências. A maioria dos casos é registrado em finais de semana ou feriados, quando as famílias buscam rios, lagos e piscinas para o lazer. Os dados servem de alerta para os cuidados que os pais devem ter com os filhos perto da água".

Casos

Em dezembro do ano passado duas meninas de cinco e sete anos morreram afogadas no Jardim Magnólia, em Rondonópolis, enquanto brincavam em uma lagoa que se formou com as àguas das chuvas.

Um funcionário que trabalhava na Estação de Tratamento de Esgoto do Serviço de Saneamento Ambiental (Sanear), foi quem avistou o corpo da criança de sete anos e acionou o Corpo de Bombeiros. Segundo testemunhas, as duas meninas eram vizinhas e brincavam juntas.

Em janeiro desde ano, o Corpo de Bombeiros localizou o corpo do menino de 9 anos que foi arrastado pela correnteza do Rio Tadarimana, em São José do Povo. Segundo os militares, a criança estava na companhia de um adulto e de outro menino no local. Os três teriam sido levados pela correnteza e se agarraram num travessão.

Durante o afogamento o adulto conseguiu segurar apenas uma das crianças. O outro menino submergiu e desapareceu no rio.

Afogamento duplo

Ainda segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, muitos casos de morte por afogamento acontecem de forma dupla. Por isso, tome cuidado ao se aproximar de alguém que está se afogando. "A pessoa está em pânico e se agarra à primeira coisa concreta que aparecer. Por isso, muitos casos de afogamento acontecem em sequência: uma pessoa tenta ajudar a outra e ambas acabam se afogando. Quando houver salva-vidas, chame-o imediatamente. Deixe ele se encarregar do caso, já que foi treinado para isso" explica.

Cuidados

Ainda de acordo com informações, o calor é um ótimo motivo para aproveitar as águas, mas é necessário prudência para que a diversão não se torne um caso de afogamento.

  • Evite brincadeiras como simulações de afogamentos ou forçar a cabeça de um amigo para dentro da água.
  • Antes de entrar na água, informe-se sobre a correnteza e a profundidade do local. Siga as placas de orientação sobre os perigos dos balneários.
  • Não se afaste da margem se não souber nadar e evite atravessar de uma margem à outra

Curso

Curso dos bombeiros deve ajudar na segurança de banhista. Foto: GazetaMTComo forma de contribuir para segurança de banhista e tentar diminuir o número de ocorrências o 3º Batalhão deve realizar neste ano o "Curso de Guardião de Piscina". O projeto tem como objetivo oferecer de forma gratuita, a formação de profissionais para que os mesmo possam trabalhar em locais de lazer de Rondonópolis e região.