CONTRA O “UBER”
Vereador João Mototaxi quer proibir serviço de aplicativo nas ruas de Rondonópolis
Projeto prevê profissionais cadastrados, como atuam taxistas e mototaxistas
08 de Março de 2017, 17h06
Projeto de Lei do vereador João Garcia, o João Mototaxi -PSL, quer proibir a entrada de serviços de transporte alternativo de passageiros interligados a aplicativos de celular em Rondonópolis. A medida nº 03/2017 surge como preventiva a uma tendência de outras cidades e Estados do Brasil e exige o cadastramento de todo aquele que queira prestar o serviço nestes moldes.
Para João Mototaxi, tal prestação de serviço não é justa com profissionais taxistas e mototaxistas cadastrados, por conta dos encargos públicos. Questionado pela reportagem, acha mais conveniente a política de proibição que uma mudança que torne a regulamentação dos atuais motoristas com placa vermelha mais barata. "A ideia é cadastrar os carros e o aplicativo, aí sim pode trabalhar. Não é justo que uma categoria pague imposto e outra não", explica, rebatendo a ideia de contrassenso expressa no projeto do Lei.
O vereador responde, ainda, quanto à penalização injusta de quem quer exercer de forma livre o serviço de transporte, como ocorre em cidades que hoje contam com serviços via aplicativo. "Não é punir, até porque não tem esse serviço aqui. A ideia é proibir antes que chegue", diz.
Por todas as cidades onde alcança, serviços alternativos de transporte trem causado polêmica. Em grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a discussão resultou em pancadaria envolvendo motoristas cadastrados (taxistas e mototaxistas) contra profissionais cadastrados em aplicativo.
O mais conhecido dos serviços alternativos é o Uber. Profissionais cadastrados alegam que o serviço é ilegal. A empresa de transporte alternativo, por sua vez, rebate dizendo oferecer uma forma diferente de transporte que ajuda a diminuir o trânsito e gerar renda.