HOMICÍDIO

Polícia prende homem que executou a tiros e enterrou enteado no interior

O padrasto confessou o crime. O corpo do adolescente foi localizado enterrado em uma região de mata

por Gabriel Fagundes c/Assessoria

08 de Abril de 2021, 09h42

Reprodução
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A Polícia Civil de Paranatinga prendeu nesta quinta-feira (08) o homem que matou e ocultou o cadáver do próprio enteado, Kauã Vinícius de Jesus Dourado, de 17 anos, que estava desaparecido desde o dia 1º de abril no município. O indivíduo foi preso pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. 

 O padrasto confessou o crime. O corpo do adolescente foi localizado enterrado em uma região de mata na saída da cidade de Paranatinga.

Após o registro do boletim de ocorrência de desaparecimento de Kauã, imediatamente a equipe da Polícia Civil iniciou as investigações para localização da vítima. Conforme as informações iniciais, o adolescente havia sido deixado pelo padrasto na praça central da cidade, na tarde de 1º de abril, onde iria comprar uma motocicleta.

Inicialmente, os investigadores acreditavam no  envolvimento do adolescente com alguma facção criminosa que pudesse ter praticado o crime, no entanto, a teoria não foi confirmada.

Depois de diligências investigativas, oitivas de familiares, os policiais de Paranatinga  identificaram como principal suspeito o padrasto da vítima  e após técnicas de interrogatório conseguiram com ele entregasse o local em que ele enterrou o corpo da vítima, que foi localizado na quinta-feira (07.04).

O adolescente foi enterrado em área de zona rural, cerca de 20 km de distância da cidade, saída da bica d’água, sentido Nova Mutum. Para praticar o crime, o padrasto conduziu a vítima até o local, efetuou disparos de arma de fogo e em seguida enterrou o corpo em local de mata.

Estelionato

A equipe de investigação aponta que este foi um caso de difícil solução uma vez que a todo momento surgiam novas hipóteses sobre o que poderia ter acontecido com adolescente, passando por situações de envolvimento com organizações criminosas e sequestro.

Ao longo da semana, uma associação criminosa de estelionatários entrou em contato com a família da vítima, simulando um sequestro, alegando que o adolescente estaria com eles e que seria necessário o depósito do valor de R$ 2 mil para que ele fosse libertado.

Para comprovar o sequestro, a quadrilha apresentou uma foto falsa, com as mesmas características da vítima, aumentando ainda mais a confusão quanto a autoria delitiva.