ÚLTIMA BOLACHA

Assuntos internos expõem que lideranças do PL em Mato Grosso não falam a mesma língua

por Da redação

08 de Abril de 2026, 09h49

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Divulgação
A política mato-grossense assiste derretimento da união interna no Partido Liberal. Ao disparar que o deputado federal José Medeiros "não é a última bolachinha do pacote", o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, não apenas soltou uma frase de efeito para os bastidores, mas escancarou uma crise de autoridade que ameaça a unidade de parte da direita do estado para 2026.
A declaração sem filtros expõe que o PL de Mato Grosso hoje é um terreno de vaidades em colisão, onde a fidelidade ideológica parece estar em segundo plano diante da disputa pelo controle da narrativa e do espaço partidário.
Esse embate público revela um racha que vai muito além de uma simples troca de farpas; ele sinaliza uma fragilidade estratégica perigosa. Ao desidratar publicamente a relevância de um dos seus quadros mais barulhentos no cenário nacional, Ananias Filho aponta que o partido prefere o confronto direto à acomodação de lideranças.
O que se vê agora é um PL que, em vez de se fortalecer como uma opção viável dentro do espectro da direita, consome-se em uma antropofagia política onde a busca pelo protagonismo individual asfixia o projeto coletivo. E o risco da turma do senador Wellington virar um pacote de bolacha de água e sal, sem graça e sem cair no gosto no eleitorado.