Adiado

Agitado, julgamento de Silval é adiado apesar de juízes alegarem improcedência do processo

A sessão foi marcada por uma manifestação e pelos cinco votos à favor da improcedência do processo; um voto vista foi pedido

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

08 de Maio de 2012, 22h10

Agitado, julgamento de Silval é adiado apesar de juízes alegarem improcedência do processo
Agitado, julgamento de Silval é adiado apesar de juízes alegarem improcedência do processo

Foi julgado na noite desta terça-feira (8) pelo Tribunal Regional Eleitoral o "Caso Empaer", que poderia cassar o diploma do governador Silval Brabosa (PMDB). Apesar de não concluído, foram cinco votos a favor da improcedência das denúncias.

Paulo Taques, representante jurídico da Coligação Mato Grosso Melhor Pra Você, responsável pela denúncia contra Silval e Chico Daltro, disse que a decisão dificilmente será mudada. "Decisão judicial se a gente não concorda, recore. E é o que vamos fazer", comenta Paulo Taques.

Ele ainda questionou o fato de alguns juízes afirmarem não ter um conhecimento amplo do processo, e mesmo assim votarem pela improcedência da acusação. "Se eles acham que estão aptos pra votas sem ter maiores conhecimentos do processo, é sinal que não irão mudar o voto".

Do outro lado, a defesa de Silval, o advogado Francisco Faiad está tranquilo com a decisão, "Os juízes analisaram e constaram que não houve nenhum ato ilícito. O processo foi analisado de forma clara", comenta Faiad.

Apesar da suposta vitória do governador, o processo ainda não terminou de ser julgado. O juiz Pedro Francisco pediu vista do processo e enquanto ele não votar, não pode ter um veredito final. Além disso, até o voto de Pedro, os outros juízes também podem mudar o voto.

MANIFESTO

"Novos tempos - abaixo à corrupção", foi essa a frase estampada em uma faixa que por pouco não foi aberta durante o pleno. Ação que causou tumulto e chegou a ser suspensa por alguns minutos.

A Organização Não Governamental Movimento Organizado Pela Moralidade Pública e Cidadania - Moral organizou o movimento para que de maneira imparcial julgassem as provas do caso da Empaer.

Elda Mariza, que puxou a tentativa do ato dentro da plenária, se sentiu ofendida com a repressão do tribunal, e puxou um coro que gritava por democracia. Em defesa, a assessoria do Tribunal alegou que a faixa poderia pressionar os juízes.