Condenação de Riva complica situação do grupo que detém o poder político no Estado
08 de Maio de 2013, 02h00
Depois de receber uma pressão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) finalmente começou a julgar os mais de 100 processos contra o deputado José Riva. E a decisão emitida ontem em dois deles foi surpreendente. Riva e seu ex-parceiro de parlamento, Humberto Bosaipo, perderam as funções públicas e terão de devolver R$ 4,7 milhões aos cofres públicos.
Com a decisão, unânime, Bosaipo perde de imediato o emprego de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Riva, por enquanto, ficará 'apenas' fora da presidência da Assembleia Legislativa. Tem tudo para continuar dando as cartas na ALMT, mas sem a mesma potência de antes.
Apesar dos processos tramitarem há cerca de doze anos, Riva alega que não teve direito à ampla defesa. Já anunciou que recorrerá da decisão, mas, dizem, tem poucas chances. As provas contra ele e os demais acusados são contundentes e quem conhece do assunto garante que os magistrados das esferas superiores são menos 'influenciáveis' e mais vigiados que os daqui.
A novela terá outros capítulos, mas o ritmo e os desdobramentos, inclusive políticos, podem não ser o imaginado pelo grupo que detém o poder no Estado nos últimos anos.
Vai ser interessante ver isso...