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Greve dos servidores deve começar nesta sexta; Sispmur diz que acordo ainda pode evitar paralisação

Categoria cobra aumento de 19% e definição do PCCS; sindicato diz que está aberto ao diálogo e que greve é o 'último recurso'

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08 de Maio de 2014, 11h22

Greve dos servidores deve começar nesta sexta; Sispmur diz que acordo ainda pode evitar paralisação
Greve dos servidores deve começar nesta sexta; Sispmur diz que acordo ainda pode evitar paralisação

Paralisação dos servidores foi aprovada em assembléia geral realizada nesta semanaO Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sispmur) informou que protocolou ontem na Prefeitura o comunicado sobre a greve geral da categoria, aprovada na última terça-feira (06) em assembleia geral. A paralisação deve começar amanhã (09) em várias unidades e os sindicalistas estão definindo a agenda de atividades que serão desenvolvidas durante a greve.

"Começamos a discutir hoje um calendário de mobilização. Amanhã daremos prosseguimento a essa discussão numa reunião ampliada, com a participação dos servidores que já tiverem aderido à paralisação. A nossa ideia é promover dois ou três atos públicos por semana, enquanto durar a paralisação", antecipou Rubens Paulo, presidente do Sispmur.

O sindicalista disse que servidores de várias secretarias já confirmaram a participação no movimento paredista a partir desta sexta-feira. No caso da Educação a paralisação deve começar só na semana que vem. "Muitas unidades haviam programados eventos alusivos ao dia das mães para esta sexta-feira. Eles vão aproveitar para comunicar os pais sobre a decisão e devem parar na segunda-feira", explicou.

Expectativa de acordo
Apesar de demonstrar otimismo quanto ao sucesso da paralisação, Rubens Paulo ressaltou que o sindicato continua aberto à negociação e espera ainda receber uma contraproposta da Prefeitura.

"Nunca nos negamos ao diálogo e agora não é diferente. Já encaminhamos uma tabela, tentamos inclusive discuti-la antes da assembleia e não conseguimos. Mas estamos dispostos a retomar o diálogo a qualquer momento. O Sindicato e os servidores não tem interesse no impasse. A greve é o último recurso e ainda pode ser evitada se houver um acordo", destacou.

Os servidores cobram a definição do Plano de Cargos, Carreiras e Salários que começou a ser discutido no ano passado e também um aumento real (acima da inflação) de 19%. A Prefeitura alega que está finalizando o PCCS e que não tem receita para bancar o aumento reivindicado.

A reportagem apurou que o vereador Reginaldo Santos (PPS), que já foi membro do Sindicato, está tentando promover uma reunião de urgência com representantes do Executivo, da Câmara e também do Sispmur para tentar uma negociação. Rubens Paulo disse que ainda não foi informado sobre o assunto, mas adiantou que se for convidado participará da reunião.