Surpresa

Ádria Muniz renuncia à presidência e pede desfiliação do PPS

Ela, que é irmã do prefeito Percival Muniz, cumpria o segundo mandato e deixou as funções partidárias por questões pessoais

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08 de Maio de 2014, 10h54

Ádria Muniz renuncia à presidência e pede desfiliação do PPS
Ádria Muniz renuncia à presidência e pede desfiliação do PPS

A empresária Ádria Muniz protocolou nesta semana um pedido de renúncia à presidência e também de desfiliação do diretório municipal do Partido Popular Socialista (PPS). Ela cumpria sua segunda gestão como dirigente partidária e tinha mais um ano de mandato pela frente. Apesar de apontar algumas discordâncias em relação a condutas partidárias, Ádria afirmou que a decisão não tem caráter político.

"Insatisfação e discordância sempre existem. Há algumas condutas que não concordamos muito, mas não sou dona da verdade e nem quero que minha saída se transforme em um fato político", destaca. "A verdade é que já há algum tempo vinha analisando a possibilidade de encerrar meu ciclo de militância partidária para poder me dedicar mais à família e também às atividades empresariais", explicou.

Ádria Muniz disse ainda que não tem intenção de se filiar a nenhum outro partido, mas não descartou a possibilidade de voltar à atividade política. "Se amanhã ou depois surgir a oportunidade ou necessidade podemos até avaliar, mas neste seria de forma profissional, prestando uma consultoria e sem envolvimento direto".

Novas lideranças
Além do desejo de dedicar-se mais aos compromissos pessoais e empresariais, Ádria Muniz, que é irmã do prefeito e presidente estadual do PPS, Percival Muniz, disse que sua decisão de deixar o partido é também uma forma de abrir espaço para novas lideranças. "Temos muita gente boa que precisa ser testada", afirma.

Ádria Muniz havia sido reeleita para a presidência no congresso realizado em novembro do ano passado, numa votação unânime. Com a renúncia dela, a presidência do diretório municipal do PPS passa a ser exercida pelo suplente de senador José Antonio Medeiros.

"O partido estará bem representado. O Medeiros conhece bem o partido, tem uma excelente formação, é conciliador e certamente conseguirá manter o grupo bem unido. Não haverá crise", concluiu.