EM GREVE
Funcionários dos Correios entram para a segunda semana de paralisação
Servidores querem a realização de concurso e lutam contra a privatização da empresa
08 de Maio de 2017, 10h34
De braços cruzados em frente à agência Santa Marta de Rondonópolis, os funcionários dos Correios marcam a paralisação com a mobilização que iniciou no último dia 26 de abril.
Para os servidores concursados, a eficiência da empresa caiu muito nos últimos anos. "Queremos manter ou recuperar aquela visão que o País tinha dos Correios, como a empresa de maior qualidade na prestação de serviços. Para isso precisamos que os governantes prestem mais atenção aos Correios, façam concurso público para suprir a demanda de funcionários e briguem, junto conosco, contra a privatização", desabafa Jonas Oliveira, um dos líderes da paralisação em Rondonópolis.
Segundo o servidor os Correios em Rondonópolis têm hoje 80 funcionários em três agências. "Na entrega e distribuição de cartas e encomendas são 40 funcionários. Pelo menos mais 15 que entrariam via concurso público, garantiriam um bom trabalho. A cidade tem hoje 50 bairros que não são atendidos pelos Correios, isso é vergonhoso", garante Jonas.
Segundo os grevistas, desde 2011 não acontece concurso nos Correios e nem todos os aprovados da época foram efetivados. A redução no quadro de funcionários apesar do crescimento da cidade, reflete diretamente na qualidade dos serviços.
"Na verdade a intenção parece ser dar prioridade para encomendas, que hoje representam 20% do movimento financeiro dos Correios, em detrimento ao tradicional serviço de entrega de cartas e boletos que na realidade representam 80% do faturamento. O negócio é tornar os Correios em uma empresa inviável, para forçar a terceirização", finaliza Jonas.
Os manifestantes marcam ponto em frente à agência Santa Marta que funciona junto ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas - CTCE e que é responsável pela separação do material para os Estados de Rondônia e Acre. Para eles, a greve não tem data para terminar e vai depender da decisão da assembleia geral dos trabalhadores que acontece esta semana em São Paulo.