FEBRE AMARELA

Médico alerta para os riscos da doença, 50% dos casos acabam em morte

Mesmo sem registro em humanos, a cidade se prepara para os possíveis casos

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08 de Maio de 2017, 10h01

Médico alerta para os riscos da doença, 50% dos casos acabam em morte
Médico alerta para os riscos da doença, 50% dos casos acabam em morte

Depois da confirmação da causa de morte de um macaco há 30 quilômetros de Rondonópolis, com febre amarela, ainda no mês de abril, a região entrou em clima de alerta contra a doença.

A primeira ação foi reforçar o número de doses que chegam à regional e a solicitação de reforço e ainda na última quinta-feira, 4, chegaram 40 mil doses para a regional.

Na manhã desta segunda-feira, 8, profissionais da saúde se reuniram em uma capacitação na Secretaria Municipal, que envolveu supervisores do Departamento de Atenção Básica e representantes de todos os hospitais e clínicas particulares da cidade.

O médico infectologista Erlon Cortez, coordenou a capacitação alertando para os riscos do caso confirmado no município de São José do Povo, há 30 quilômetros de Rondonópolis. "Uma coisa precisamos nos conscientizar, a febre amarela também é um vírus transmitido inclusive pelo mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue. Só que a dengue é mais facilmente tratada e controlada, enquanto que em cada dois casos de febre amarela um paciente infectado morre. As chances são de 50% de sair com vida após a confirmação da doença. È grave, muito grave e, por isso, precisamos estar alertas".Infectologista Erlon Cortez alerta para a gravidade da doença, que mata metade dos pacientes acometidos. Foto: Luan  Dourado/GazetaMT

Para a enfermeira Camila Reinas, do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Rondonópolis, além da capacitação que deverá ser multiplicada pelos participantes aos colegas, a população precisa ficar de olhos bem abertos. "Voltamos a recomendar os cuidados em casa. Manter os quintais limpos, evitar água parada, não deixar caixas d'água abertas, enfim, evitar a procriação do mosquito é a grande ajuda que a população pode dar".

Além disso a recomendação da Secretaria de Saúde é que em caso de encontrar algum macaco morto, seja chamada a vigilância ambiental ou mesmo epidemiológica. "Pedimos para que o animal não seja tocado sem proteção. O correto é comunicar os órgão públicos, que estão preparados para checar a causa da morte do animal".Camila Reinas, enfermeira, recomenda a população para os cuidados  básicos. Foto: Luan Dourado/GazetaMT

O departamento de Saúde Coletiva de Rondonópolis preparou um plano de ação para que tudo funcione com rapidez e eficiência. A capacitação é o primeiro passo, e ainda esta semana começou a vacinação para a população que mora no entorno de onde aconteceu o caso do macaco encontrado morto. Na sequência as comunidades rurais receberão as doses e, por último a população urbana.

Das 40 mil doses recebidas do Ministério da Saúde na semana passada, 20 mil ficaram para Rondonópolis. Outras 20 mil foram enviadas para São José do Povo (onde ocorreu o caso da morte do macaco com a doença), Guratinga e Poxoréu.