FILAS
Polícia Militar minimiza aglomeração em torno da Caixa Econômica
Interdição da Avenida Arnaldo Estevão desagradou comerciantes locais. Ação visa melhoria a quem busca saques do FGTS e auxílio emergencial
08 de Maio de 2020, 09h01
Desde as primeiras horas da manhã de hoje (8), a aglomeração em torno da agência da Caixa Econômica Federal da avenida Arnaldo Estevão, em Rondonópolis, foi parcialmente contida pela Polícia Militar. Ontem (7), foi cumprida a decisão tomada pela Prefeitura após reunião junto a representantes do banco e demais autoridades que previa o fechamento da rua e a instalação de tendas e cadeiras para melhor acomodar a população. O fluxo de pessoas ainda é grande, mas, ao menos agora, se dá de forma mais ordenada.
Até o início desta semana, a fila formada em torno da agência da Caixa contornava a quadra. A maior parte das pessoas ali, em pé, buscava informações quanto aos saques das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do auxílio emergencial de R$ 600 anunciado pelo Governo Federal ainda em março.
Incialmente, a Prefeitura havia anunciado como medida de melhoria aos cidadãos o fechamento parcial da avenida. Ontem pela manhã, porém, a interdição já se dava por completo, o que contrariou boa parte dos comerciantes locais.
Contragosto
Às vésperas do Dia das Mães, segunda data mais importante para o setor varejista em volume de vendas, o fechamento de uma das principais avenidas do centro de Rondonópolis desceu amargo. Nas redes sociais, lojistas classificaram a ação e, consequentemente, o prefeito José Carlos do Pátio de “inimigo do comércio”.
As reclamações partem justamente da falta de aviso quanto à interdição total da via, segundo os lojistas. Questionada pela reportagem na manhã de ontem, a Prefeitura de Rondonópolis não se posicionou. “Infelizmente fomos pegos de surpresa. Não fomos notificados nem pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR), nem pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), muito menos pela Prefeitura. Defendemos que a população seja bem atendida nas filas. Mas, não necessariamente o fechamento da rua. Existem outras medidas que podem ser tomadas, como distribuição de senhas e ampliação do horário de atendimento por parte da Caixa Econômica”, denunciou à imprensa local um comerciante.
