Saúde

Portadora de endometriose ajuda outras mulheres trocando experiências de vida

Nilzete descobriu a doença aos 19 anos e contrariou prognóstico médico sobre ter filhos

por EMERSON DOURADO

08 de Junho de 2016, 16h23

Portadora de endometriose ajuda outras mulheres trocando experiências de vida
Portadora de endometriose ajuda outras mulheres trocando experiências de vida

“Um turbilhão de emoções”, assim Nilzete Spinelli definiu o momento em que descobriu que era portadora de Nilzete com  Mariza falando sobre a vida de uma mulher com endometriose  Foto: Luan Dourado - GazetaMT, uma doença sem cura, onde o tecido que normalmente reveste o útero, o endométrio cresce fora desse órgão, principalmente no intestino, no reto, na bexiga. Segundo os especialistas, a endometriose é a doença da mulher moderna, por conta da rotina atribulada e cheia de tarefas, ela deixa a gravidez para um momento futuro e deixa de produzir o hormônio da progesterona. “Eu passei por várias situações, tanto psíquica como emocional, coisas como não poder fazer exercícios físicos e principalmente em um primeiro momento de não poder engravidar”, explicou.

Com o resultado positivo para a doença veio também a angustiante notícia, que apenas teria 1% de ter filhos, mas contrariando as estatísticas Nilzete engravidou e mesmo sendo uma gravidez de risco e conturbada, Mariza Vitória nasceu com saúde. “Aos 25 anos quando eu engravidei, eu não acreditei mesmo estando grávida, pois vinha na minha mente aquela situação dos meus 19 anos quando descobri a doença e a probabilidade mínima para engravidar”, contou.

Depois de 9 cirurgias e passar pela fase mais crítica da doença até então, a advogada resolveu pesquisar sobre a endometriose e criou um grupo de mulheres portadoras desta enfermidade. “Na última cirurgia quando tive várias complicações e sai da sala de operação com vida, eu ví que Deus tinha uma missão para mim. E assim veio uma ideia de se fazer uma fan page, para pesquisar e saber mais sobre a doença, como eu iria agir. Mas não tinha a proporção da quantidade de mulheres que queria saber mais sobre a doença, porque na realidade eu estava fazendo algo pessoal, uma pesquisa só para mim e o que ocorreu foi fantástico poder compartilhar experiências e observei que com a minha experiência de vida poderia ajudar muitas mulheres”, exaltou Nilzete.

Essa troca de informações fez bem para Nilzete e para suas amigas da fan page e também do WhatsApp, e segundo ela o grupo está aberto para receber mais mulheres que sofrem com a endometriose. “Eu sempre recebo muito carinho delas, o respeito, admiração e gratidão por estar à frente disso. E comento com elas que tenham fé e não temam mal algum, porque se você tem fé Deus te retribuirá, pois sendo portadora de endometriose ela tira esta fé da mulher e também tira está situação de ser mulher, por conta da incerteza de poder ser mãe e na realidade se não pensar em nada negativo e ter fé, eu sou prova que tudo é possível quando se tem fé”, finalizou.

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