Fora do compasso

por GazetaMT

08 de Julho de 2013, 09h20

Fora do compasso
Fora do compasso

O prefeito Percival Muniz (PPS) tem demonstrado publicamente sua insatisfação com o desempenho de seus secretários, que, em sua imensa maioria, segundo suas próprias palavras, não tem atuado na forma e na quantidade que ele esperaria deles. Haveria um grande 'descompasso' entre o que o prefeito enxerga como ideal e o que os secretários têm conseguido de fato executar.

Um dos que mais destoa do tom é o coordenador do Gabinete de Desenvolvimento Econômico, Edson Ferreira. Alçado ao posto no primeiro escalão da administração como representante do grande e médio empresariado local, ele é homem de visão desenvolvimentista e vê nos grandes empreendimentos a redenção econômica da cidade, como polo político e econômico da região.

O grande problema é que o prefeito, por conta da herança da sua formação política, de origem socialista, entende a importância que os pequenos empreendimentos familiares e comunitários têm para melhorar os indicadores sociais da cidade, gerando ocupação e renda para centenas, senão milhares de pessoas.

Além de viabilizar os grandes empreendimentos, o prefeito sempre defendeu que fosse fomentada a formação de cooperativas de trabalhadores e outras iniciativas que gerem renda nas periferias da cidade.

Um bom exemplo e que demonstra bem o caso é a Fibra Nativa, cooperativa que fabrica diversos produtos a partir da pluma de algodão produzido na cidade e que o Buxixo ouvir dizer que o secretário quer desativar.

Outro caso emblemático é o da cooperativa de catadores de materiais recicláveis, que enfrenta entraves burocráticos para se constituir. O trabalho dessas pessoas é importante, não só do ponto de vista econômico, já que a indústria da reciclagem gera milhões de reais, mas também do ponto de vista administrativo e ecológico, já que diminui a necessidade da extração de novas matérias-primas e diminui o volume do lixo doméstico. Parece que o secretário é insensível à existência e carências desse segmento e só tem olhos para os grandes empreendimentos.

Só lembrando, a cooperativa Fibra Nativa, que funciona no bairro Jardim Iguaçu, foi criada e viveu seus melhores dias quando tinha uma parceria com a prefeitura, na primeira passagem de Percival Muniz pelo Paço Municipal.

Dessa forma, sem se entender e sem acertar o compasso, a administração vai perdendo tempo precioso para se firmar como uma administração que focou no desenvolvimento econômico, aliado ao desenvolvimento social.

Mas ainda tem tempo...