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Vereadores se dividem quanto a possível devolução da obra da travessia urbana

Um dos complicadores para a tomada de decisão quanto á obra é que foram pagos mais de R$ 4 milhões, que foram pagos a mais

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08 de Julho de 2013, 12h06

Vereadores se dividem quanto a possível devolução da obra da travessia urbana
Vereadores se dividem quanto a possível devolução da obra da travessia urbana

'O erro foi das administrações anteriores, que pegaram uma obra que não tinham capacidade técnica para tocar', disse Ibrahim ZaherParece não haver uma unanimidade entre os vereadores rondonopolitanos quanto á questão da possível devolução, ou não, por parte da prefeitura, da obra de duplicação da travessia urbana das BR´s 163/364 para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). O tema é polêmico e envolve inúmeras questões, tanto é que será tema de uma audiência pública conjunta da prefeitura e da Câmara para definir o futuro da obra.

Um dos complicadores para a tomada de decisão quanto á obra é que foram pagos mais de R$ 4 milhões, que foram pagos a mais do que foi realmente executado.

O vereador Aristóteles Cadidé (PDT), líder do prefeito na Câmara, é defensor da continuidade das obras sob a  responsabilidade do Município.  "O que nós queremos é tomar uma decisão definitiva sobre o caso. Eu pessoalmente, defendo que o prefeito deve correr os riscos e continuar as obras, por que essa é a forma que menos prejudica a sociedade. De outra forma, o processo todo vai ser mais moroso e prejudicar ainda mais a sociedade, que já não aguenta tanto transtorno com essa obra", defendeu.

Para o vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB), a questão é polêmica e precisa ser analisada no seu contexto. "Essa obra se arrasta há mais de seis anos, vem de outras administrações, com inúmeras denúncias de irregularidades, com parte da obra já concluída já deteriorando. É desse jeito que ela caiu no colo do prefeito Percival Muniz e assim que ela deve ser analisada", pontuou.

Apesar do raciocínio, Zaeli defende a continuidade da obra pela prefeitura. "Se ele devolve, o que é um direito que cabe ao prefeito, demora mais ainda para a população ver a obra concluída e, todos já tem sofrido demais com isso. Na minha opinião, tem que assumir as dores das administrações passadas e terminar a obra o mais rápido possível", afirmou.

Já o petista Mauro Campos defende posição diferente e cobra uma solução rápida para o caso. "Ali é uma rodovia federal e a responsabilidade sobre ela é do Dnit. Eu não saberia dizer se entregando a obra, ela demoraria mais ou menos para ser concluída. Sabemos que a prefeitura não tem corpo técnico para acompanhar uma obra desse tamanho. Mas temos que oferecer uma solução breve, essa obra tem que ter solução, pois é uma vergonha para a população, é um abacaxi que nós temos e se é o Dnit ou a prefeitura que vai tocar não importa. A população é quem não pode ficar no prejuízo", disse.  

Já o presidente da Câmara, Ibrahim Zaher (PSD), tem posição semelhante e diz entende que a prefeitura não possui equipe de engenheiros qualificados em quantidade para fiscalizar o andamento e a qualidade da obra. "Precisamos urgente achar uma saída para a travessia urbana, pois uma obra dessa importância não pode ficar parada. Acredito que se a prefeitura vê que não tem corpo técnico, que não tem profissionais qualificados em quantidade para acompanhar a execução da obra, tem que entregar ela pro Dnit", defende.

Para ele, parte dos problemas que a obra enfrenta, como diferenças entre valores pagos o serviços executados se deve á falta desse pessoal. "Nós não podemos correr de novo o risco de lá na frente termos problemas por falta de corpo técnico e a cidade sair prejudicada. O erro foi das administrações anteriores, que pegaram uma obra que não tinham capacidade técnica para tocar", concluiu.

A Audiência Pública conjunta para decidir o futuro da travessia urbana acontecerá no próximo dia 11, quinta-feira, a partir das 18:30 horas, no auditório da prefeitura.