Sem problema
“Não vai ter dor”, diz presidente do PMDB sobre possível saída do grupo de José Carlos do Pátio
Paula Costa, presidente da Comissão Provisória, disse que não haverá obstáculos; discussão sobre diretório ficou para depois de setembro.
08 de Julho de 2013, 07h10
A Comissão Provisória que comanda o PMDB em Rondonópolis só retomará as discussões sobre a eleição do novo diretório em setembro deste ano, após o prazo para as mudanças partidárias visando as eleições do ano que vem. A decisão foi tomada em conjunto com a bancada de vereadores, em reunião realizada neste final de semana. Entre as defecções aguardadas está a saída do grupo do ex-prefeito José Carlos do Pátio, que já revelou a intenção de deixar o partido.
Em conversa com a reportagem do Gazeta MT, Paula Costa disse que ficou sabendo pela imprensa, mas, até o momento, não houve nenhuma comunicação oficial de José Carlos do Pátio sobre a desfiliação. Segundo ela, tanto o diretório regional como o municipal consideram normal que ocorram mudanças e não criarão empecilhos para quem quiser deixar a legenda.
"É um direito pessoal participar e também deixar a agremiação quando se considera que a ideologia defendida não atende mais a sua expectativa. A pessoa tem que estar bem onde está, do contrário é melhor mesmo procurar outro caminho. Não vai ter dor. Quem quiser fica e quem não quer sai. A vida continua", minimizou.
Domicílio eleitoral
Segundo Paula Costa, a decisão de adiar a escolha do novo diretório para setembro também vai dar mais agilidade a discussão sobre candidaturas para as eleições do ano que vem. Ela destaca que o partido poderá receber novos filiados e, com o cenário político mais definido, poderá tomar decisões mais acertadas em relação às eleições de 2014.
A decisão do PMDB se baseia no chamado 'domicílio eleitoral', exigência prevista na legislação que obriga os candidatos a comprovar um período mínimo de um ano de filiação antes da data da eleição (que tem o primeiro turno marcado para o dia cinco de outubro de 2014).
O diretório municipal do PMDB foi desconstituído em 2009 por determinação do diretório regional. Desde então a legenda é comandada por uma comissão provisória. Foi esta comissão que decidiu não lançar candidatura própria e apoiar Ananias Filho (PR) nas eleições municipais do ano passado.