ANO ELEITORAL

Para atuar nas campanhas, deputados resolvem suspender CPI que investigava MPE

por GazetaMT

08 de Julho de 2016, 07h11

Para atuar nas campanhas, deputados resolvem suspender CPI que investigava MPE
Para atuar nas campanhas, deputados resolvem suspender CPI que investigava MPE

A dedicação de alguns deputados estaduais às eleições municipais fez com que os membros a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no pagamento de R$ 10 milhões em cartas de créditos a 47 membros do Ministério Público Estadual (MPE) suspendessem os trabalhos investigativos.

"Por unanimidade decidimos suspender a CPI para não ficar sem quórum. O Oscar [Bezerra] já saiu para cuidar da campanha da esposa [Luciane Bezerra] e o deputado Zé [Carlos] do Pátio vai disputar em Rondonópolis. Quer dizer, poderíamos ficar com os trabalhos comprometidos", disse o presidente da CPI, deputado Max Russi (PSB)

Além de não contar com a participação dos dois deputados, Max ainda disse que ele mesmo teria que se ausentar para apoiar candidatos do interior.

Russi explicou que com o recesso parlamentar previsto para até o mês de agosto os membros não estariam na Assembleia Legislativa. Após o retorno desses deputados, os membros da CPI teriam somente o mês de setembro para investigar o pagamento das cartas. Isso porque, em outubro, todos iriam sair novamente.

"O prazo para entregarmos o relatório é novembro deste ano. Sendo assim não teríamos tempo suficiente para realizar as oitivas ou ir em busca de documentos", justificou.

Instalada em 26 de novembro de 2015, a partir do Ato 057/2015, a CPI do Ministério Público do Estado iniciou os trabalhos após o recesso parlamentar no fim de ano, em 4 de fevereiro de 2016. Desde então foram realizadas 10 reuniões ordinárias abertas e outras três fechadas e contou com a aprovação de 17 requerimentos.

Neste período também foram realizadas seis oitivas com auditores do Tribunal de Contas do Estado, servidores e ex-funcionários da Procuradoria Geral de Justiça de Mato Grosso (PGJ) e um procurador do Ministério Público de Contas do Estado.