culpado ou inocente?

Projeto de Medeiros determina que crimes de corrupção sejam julgados por júri popular

Hoje, apenas crimes dolosos contra a vida, como assassinato, são julgados pelo chamado Tribunal do Júri

por GazetaMT

08 de Julho de 2017, 07h00

Projeto de Medeiros determina que crimes de corrupção sejam julgados por júri popular
Projeto de Medeiros determina que crimes de corrupção sejam julgados por júri popular

Os crimes de corrupção ativa e passiva, quando envolverem valores iguais ou superiores a 500 salários mínimos, o que hoje equivale a R$ 468.500,00, poderão ser julgados por júri popular. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado 217/2017, de autoria do senador José Medeiros (PSD-MT).

"Entendemos que o julgamento dos crimes de corrupção, especialmente os que envolvam valores de significativa expressão econômica, deva ser realizado pelo júri popular, já que este é uma representação direta do povo que, como já assinalado, é quem sofre as consequências dos atos praticados por servidores e políticos corruptos", afirma o senador Medeiros na justificação do projeto. 

Hoje, apenas crimes dolosos contra a vida, como assassinato, são julgados pelo chamado Tribunal do Júri. Sua sistemática prevê o sorteio de 25 cidadãos convocados para assistir ao julgamento, dentre os quais serão sorteados posteriormente apenas sete para compor o conselho de sentença, que irá definir a responsabilidade do acusado pelo crime, declarando-o culpado ou inocente.

O PLS 217/2017 apresentado pelo senador inclui a corrupção passiva (receber vantagem em troca de favores) e a corrupção ativa (oferecer vantagem em troca de favores) no rol dos crimes que são submetidos a esse tipo de julgamento. Segundo o autor, como o Tribunal do Júri tem alto custo operacional, é necessário filtrar os casos em que poderá ser acionado, limitando-os àqueles que envolverem desvios de recursos superiores a quinhentos salários mínimos.

O texto também prevê procedimentos mais simples para o julgamento dos crimes de corrupção, com o objetivo de agilizar o processo. O PLS 217/2017 foi apresentado esta semana e aguarda ser distribuído para a análise das comissões temáticas.