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UTIs podem passar a contar com fisioterapeutas em horário integral

Todo paciente em situação critica ou potencialmente critica deve ser monitorado continuamente,

por GazetaMT

08 de Julho de 2019, 14h09

UTIs podem passar a contar com fisioterapeutas em horário integral
UTIs podem passar a contar com fisioterapeutas em horário integral

A ausência de um fisioterapeuta em período de instabilidade ou intercorrência de um paciente crítico pode comprometer a qualidade da assistência prestada nos hospitais de Mato Grosso. Alertado sobre a falta de presença integral destes profissionais, o deputado estadual Paulo Araújo (PP) apresentou Projeto de Lei nº 718/19 que trata da permanência do profissional de fisioterapia nos Centro de Terapia Intensiva (CTIS), adulto e pediátrico e da outras providências.

Conforme a justificativa do projeto, todo paciente em situação critica ou potencialmente critica deve ser monitorado continuamente, demandando a participação conjunta da equipe médica e de enfermagem e de fisioterapia. Atualmente, conforme resolução da Anvisa,  é estabelecido  que as UTIS devem dispor de pelo menos um fisioterapeuta por dez leitos, nos turnos matutino e vespertino e noturno perfazendo um total de 18h, entretanto ficou demonstrado que várias intercorrências clinicas e admissões podem ocorrer nos CTIS e a qualquer momento demandando dessa forma a presença integral dos profissionais da aérea da saúde naquelas unidades de terapia intensiva inclusive do fisioterapeuta. 

''O fisioterapeuta tem um papel primordial e de extrema relevância no cuidado dos pacientes, pois pode haver várias intercorrências clínicas nos CTIS a qualquer momento, por isso, esses profissionais devem estar integralmente atuando no tratamento das disfunções ocorridas nos pacientes, contribuindo sem dúvida para garantir a vida. "Contudo ainda melhorar a qualidade da assistência, reduzir o tempo de internação e também impactar a redução dos gastos", pontuou Paulo Araújo.

Segundo a Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva, (ASSOBRAFIR), a fisioterapia na UTI tem uma visão geral do paciente, pois atua de maneira complexa no amplo gerenciamento do funcionamento do sistema respiratório e de todas as atividades correlacionadas com a otimização da função ventilatória. É fundamental que as vias aéreas estejam sem secreção e os músculos respiratórios funcionem adequadamente. A fisioterapia auxilia na manutenção das funções vitais de diversos sistemas corporais, pois atua na prevenção e/ou no tratamento das doenças cardiopulmonares, circulatórias e musculares, reduzindo assim a chance de possíveis complicações clínicas.