BR-364
Auditoria vai definir abertura de CPI para investigar obras da Travessia Urbana
Sete vereadores já manifestaram que vão apoiar abertura de CPI caso sejam confirmadas irregularidades na obra.
09 de Janeiro de 2013, 13h08
O vereador Thiago Muniz (PPS) anunciou hoje (09) que a Prefeitura vai contratar uma empresa para auditar as obras da travessia urbana da BR-364. Segundo ele, a medida já foi acertada com o prefeito Percival Muniz (PPS) e, se forem constatadas irregularidades, a Câmara Municipal instituirá uma comissão para investigar o caso. A obra está orçada em R$ 54 milhões de reais, se arrasta há anos e, apesar de já ter consumido mais da metade dos recursos, nada indica que terminará dentro do prazo previsto - em junho deste ano.
As declarações de Thiago Muniz foram feitas durante uma entrevista concedida hoje de manhã, com a presença de outros seis vereadores. Todos eles manifestaram apoio a decisão de aguardar os estudos antes de iniciarem uma investigação própria no Legislativo.
"Não estamos atrás de holofotes e nem temos disposição para fazer politicagem. Queremos dar uma satisfação a população, que exige informações sobre o que foi feito e o destino do dinheiro. Há suposições de todos os tipos, mas essa auditoria da Prefeitura vai nos oferecer dados reais para um embasamento correto das ações da Câmara", defende Thiago.
Conforme o vereador, se a equipe técnica contratada pela Prefeitura constatar irregularidades, não haverá problemas em garantir os votos necessários à implantação da CPI.
A previsão favorável é compartilhada pelo vereador Mauro Campos (PT), que já antecipou que acompanhará de perto o trabalho dos auditores.
"Sabemos que 90% dos recursos da travessia urbana são do Governo Federal e, como representante do PT na Câmara, tenho a responsabilidade de exigir total transparência. Não abrirei mão de fiscalizar e garantir a correta aplicação dos recursos liberados pela União, hoje administrada pelo PT. Esta, aliás, foi uma das minhas bandeiras de campanha", disse Mauro Campos.
Além de Thiago Muniz e Mauro Campos, também participaram da entrevista coletiva e hipotecaram apoio à auditoria os vereadores Jailton do Pesque-Pague (PDT), Roni Magnani (PP), Reginaldo Santos (PPS), Carlos Vanzeli (PDT) e Adonias Fernandes (PMDB).
Paralisações e suspeitas
A obra da travessia urbana foi iniciada em 2009 e deveria ser concluída no ano passado, mas teve o prazo prorrogado até junho de 2013. Apesar de entrar com apenas 10% dos recursos, coube à Prefeitura escolher o projeto, licitar e fiscalizar a execução da obra. Desde o lançamento já foram registradas várias paralisações e denúncias de irregularidades.
No ano passado um grupo de vereadores ameaçou abrir uma CPI, mas a tentativa acabou sendo barrada através de manobras regimentais que levaram ao arquivamento do pedido de investigação.