SAÚDE
Samu de Rondonópolis está com pagamentos em dia, explica coordenador
Na capital do Estado, médicos assinaram documento e pediram demissão em massa por atraso, há cinco meses, nos repasses da SES
09 de Janeiro de 2019, 08h48
A possibilidade de greve e demissões das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - Samu em Mato Grosso não deve chegar a Rondonópolis, explicou hoje a coordenadoria regional órgão de Saúde. Em Cuiabá, os profissionais emitiram carta aberta à população e imprensa, comunicando atrasos nos repasses da Secretaria Estadual de Saúde -SES, segundo eles, há quase seis meses. O documento anuncia um pedido de demissão em massa dos socorristas.
Em Rondonópolis, os repasses para o custeio do Samu são de responsabilidade do Poder Executivo Municipal. "Por aqui estamos recebendo tudo em dia, até antes do prazo. Esta situação é mesmo a de Cuiabá" o coordenador do Samu Heusnan Lima Freitas. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou a regularidade nos pagamentos.
Caos em Cuiabá
O caso foi destaque na edição de ontem, 8, do Jornal Nacional, da Rede Globo. A reportagem mostrou que, além dos salários não pagos, não há estrutura mínima para a realização dos serviços. Parte das viaturas do Samu são antigas, algumas não possuem ar-condicionado e têm pneus carecas. Além disso, nas últimas semanas, segundo relato de um médico, tem faltado combustível e insumos para atender os pacientes.
"Queremos registrar nossas condições indignas de trabalho. Situações em que faltam medicações básicas, faltam luvas para atendimento inicial, faltam macas, faltam ambulâncias que por vezes encontram-se não funcionantes, faltam revisões periódicas, faltam por vezes locais apropriados para manter as unidades e as medicações. Faltam condições que nos ajudem a manter o mínimo para tentar dar o atendimento digno à população", afirmam os profissionais no comunicado.
Outro lado
Nesta semana o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Fiqueiredo, informou que se reuniu com os profissionais e garantiu que os serviços estão mantidos. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), afirmou que o repasse não está sendo feito por falta de dinheiro no Estado e a dívida de R$ 4 bilhões com os fornecedores.
A SES informou que até o mês de agosto, do ano passado, foram liquidados todos os débitos com a empresa Universal Med, que prestava serviços ao Samu. Informou ainda que a frota do Samu foi 100% renovada em 2018. Em maio, foram incorporadas 8 novas ambulâncias. Para Cuiabá foram entregues seis ambulâncias e três para Várzea Grande.