Patronos do 'alinhamento político' evitaram entrevista sobre o resultado da eleição em Rondonópolis
09 de Outubro de 2012, 00h11

Dizem que é nos momentos de baixa que se conhecem os verdadeiros amigos. Se o ditado for verdadeiro, é provável que o prefeito Ananias Filho (PR) tenha que dar menos presentes no próximo Natal. Na entrevista concedida ontem (09) para analisar a acachapante derrota imposta por Percival Muniz (PPS) e Rogério Salles (PSDB), o deputado estadual J. Barreto (PR) foi o único político de 'peso' a ficar ao lado do prefeito Ananias Filho (PR).
Os deputados federais Carlos Bezerra (PMDB) e Wellington Fagundes (PR) não apareceram nem em citações. O governador Silval Barbosa (PMDB) e o senador Blairo Maggi (PR) também não deram as caras. Outras ausências marcantes foram as dos deputados estaduais Sebastião Rezende e Nininho - ambos do PR e ex-pretendentes à candidatura que coube ao prefeito Ananias.
Na ausência dos 'líderes maiores', as cadeiras ao lado de Ananias e de sua vice, Valéria Bevilácqua, foram ocupadas por parentes do prefeito, alguns vereadores e o presidente do PR municipal, Galeno Esteves - que também é funcionários da Prefeitura de Rondonópolis.
Como ninguém se deu ao trabalho de explicar (e nem de perguntar) o motivo do aparente isolamento de Ananias, pipocam boatos sobre o que teria acontecido nos bastidores com as lideranças do PR e do PMDB.
O Buxixo prefere não discutir e nem publicar os boatos. Mas, pelo visto, a unidade propagada pelo prefeito e seus (ex)parceiros é ainda mais frágil que a própria tese do 'alinhamento político'.