Proposta de realizar duas sessões semanais volta a ganhar força na Câmara de Rondonópolis
09 de Outubro de 2013, 10h52
'É uma tortura'. Assim um veterano funcionário da Câmara Municipal definiu as sessões ordinárias na atual legislatura. Realizadas sempre às quartas-feiras, a partir das 13h30, as sessões quase nunca terminam antes das 21h - levando vereadores e servidores ao limite do desgaste físico e psicológico.
Segundo análise feita pelos próprios servidores da Câmara, o problema tem duas causas principais: o aumento do número de parlamentares (de 12 para 21) e a disposição deles em debater em profundidade todos os assuntos, incluindo os pouco relevantes.
Recentemente eles ficaram quase duas horas discutindo um projeto que mudava o nome de uma rua na Vila Operária. Na semana passada houve outra discussão longa e estéril, desta vez envolvendo o voto dos vereadores num projeto que autorizava a prefeitura a alugar um imóvel.
Como não dá para reduzir o número de vereadores e nem obrigá-los a serem mais práticos, a opinião geral é que o Legislativo não tem outra saída a não ser adotar a realização de duas sessões semanais. A proposta foi engavetada neste ano, mas já há um consenso que ela será inevitável em 2014.
Tomara.