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Auditora do MTE em MT é processada por preconceito contra nordestinos

Ela teria feito postagens em seus perfis nas redes sociais comentários ofensivos e incitando o ódio contra nordestinos

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09 de Outubro de 2014, 16h21

Auditora do MTE em MT é processada por preconceito contra nordestinos
Auditora do MTE em MT é processada por preconceito contra nordestinos

A auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ingrid Berger, aprovada em concurso público no ano de 2013 e ainda em estágio probatório, foi denunciada na Ouvidoria do MTE por incitar o ódio e preconceito aos nordestinos. Ela trabalha na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Cuiabá e teria feito postagens em seus perfis nas redes sociais comentários ofensivos e incitando o ódio contra nordestinos, depois de anunciado o resultado das eleições presidenciais, que deram uma ampla vantagem para a presidente Dilma Rousseff (PT) na região.

'Desculpem nordestinos, mas essa região do Brasil merecia uma bomba como Nagasaki, para nunca mais nascer uma flor nos próximos 70 anos' postou a auditora fiscal na última segunda-feira, 6, sem eu perfil no Facebook.

No dia seguinte á eleição, as redes sociais foram bombardeadas por comentários preconceituosos e racistas, principalmente por parte dos eleitores do presidenciável Aécio Neves (PSDB), que criticam os investimentos sociais na região e que eliminaram as mortes por desnutrição de crianças, tão comum em outras épocas recentes.

Os comentários ofensivos e criminosos proliferaram na rede principalmente depois do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter declarado á imprensa nacional que o eleitorado do PT seria formado por pessoas 'menos informados'. "O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados", afirmou.

Situação semelhante já aconteceu nas eleições de 2010, quando a estudante Mayara Petruso foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por discriminação e incitar o ódio aos nordestinos. Na ocasião, ela foi condenada a 1 ano e cinco meses de prisão pela Justiça Federal.

Por enquanto, Ingrid responde processo apenas na esfera administrativa e a auditora pode perder o emprego, caso comprovada que ela realmente cometeu crime, mas ela ainda pode ser processada na esfera civil e criminal.

Depois de ter percebido as consequências desastrosas de suas postagens, Ingrid Berger retirou do ar sua página na rede social, mas a página foi copiada e servirá como prova contra a funcionária pública.