Mudança
Nininho (PR) cobra austeridade do próximo presidente da ALMT
Deputado estadual reeleito defende que Assembléia economize nos gastos e reverta sobras do duodécimo em obras nos municípios
09 de Outubro de 2014, 11h39
O deputado estadual reeleito Ondanir Bortolini, o Nininho (PR), disse que a composição visando a eleição da próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso deve ser amplamente discutida e levar em conta o desejo de mudança expresso pelos mato-grossenses. Ele propõe que o próximo presidente seja alguém com pulso para frear as despesas no Poder Legislativo.
"Quem for assumir terá de apresentar um plano claro visando o enxugamento da máquina. Defendo mais austeridade nos gastos, de modo que possa haver sobra no duodécimo para auxiliar o próximo governador a atender as reivindicações da população", disse Nininho em entrevista ao Gazeta MT.
A Lei Orçamentária Anual prevê para o ano que vem o repasse de R$ 316 milhões de reais para a Assembleia, valor que pode ser aumentado caso ocorra excesso de arrecadação - o que é muito comum em Mato Grosso. Em 2014, por exemplo, a previsão era que o Poder Legislativo recebesse R$ 300 milhões de reais, mas o valor repassado já soma cerca de R$ 400 milhões.
Para Nininho a austeridade pode garantir uma economia importante e a sobra deveria ser devolvida ao Governo do Estado com a condição de que os recursos sejam investidos em obras e serviços propostos pelos parlamentares.
"Sugiro que a gente reverta os recursos que forem devolvidos em emendas parlamentares para ajudar os municípios. Com isso poderemos agilizar a solução dos problemas apontados pela população nas regiões de origem de cada deputado", defende.