não ganhou
Adonias culpa pouco tempo de campanha e falta de estrutura por derrota nas eleições
Ainda assim, o candidato único de seu partido para estadual na região se disse contente com o resultado e agradece os votos que recebeu
09 de Outubro de 2014, 10h34
O vereador Adonias Fernandes (PMDB), que disputou a eleição para o cargo de deputado estadual deste ano e recebeu 7.222 votos, afirma que não foi eleito devido ao pouco tempo de campanha e falta de estrutura para contratar cabos eleitorais. Ainda assim , o candidato único de seu partido para estadual na região se disse contente com o resultado e agradece os votos que recebeu.
"Eu saio satisfeito dessa campanha, até por que tenho a consciência de que é muito difícil construir uma candidatura em dois meses, pois só fui indicado pelo PMDB para ser candidato á estadual no dia 27 de julho, quando a Teté (Bezerra) foi escolhida para ser vice do Lúdio (Cabral, ex-candidato a governador pela coligação encabeçada pelo PT e PMDB). Mesmo assim, minha campanha foi bem recepcionada e conseguimos levar nossa mensagem propositiva para os amigos e eleitores", afirmou.
Para ele, o pouco tempo de campanha foi determinante para o seu insucesso eleitoral. "Eu tinha que ter me preparado melhor para essa campanha, viajado antes pelo estado e fechado apoios com antecedência. Para se ter uma ideia, nem minha família sabia que eu era candidato. Mas mesmo assim, foi uma grande escola, um verdadeiro aprendizado para mim essa campanha e agradeço muito cada um dos votos que recebi. Agora, é pensar no meu mandato de vereador", emendou.
Ainda na avaliação do ex-candidato, não teria faltado apoio partidário e material impresso para sua campanha, mas o número de cabos eleitorais foi insuficiente para levar suas propostas até os lares dos eleitores. "Não tenho do que reclamar na verdade, pois tive todo o apoio político necessário do partido, recebi um bom volume de material de campanha, mas infelizmente me faltou gente para entregar esse material. Assim, não consegui atingir todas as casas e fazer todas as reuniões que queria fazer, o que me prejudicou, principalmente na reta final, quando é preciso intensificar a campanha e recursos financeiros são fundamentais", desabafou.
De acordo com Adonias, a sua projeção era alcançar entre seis a sete mil votos na cidade, meta que conseguiu cumprir, mas esperava ter mais votos em regiões como o Araguaia, Baixada Cuiabana e, principalmente na região sul, de onde esperava tirar outros cerca de 4 mil votos. "Com isso, eu teria entre 16 a 17 mil votos e poderia ter sido eleito, já que na minha avaliação, eu tinha tudo para ser eleito. Só me faltou mesmo tempo para fazer campanha e estrutura financeira".
Sobre o novo governador eleito pelo voto popular, o senador Pedro Taques (PDT), Adonias analisa que não encontrará dificuldades para se relacionar com a Assembleia Legislativa, já que pelo 13 doa atuais 24 deputados são aliados de Taques. "Entendo que tanto o novo governador quanto os deputados precisam de maturidade no relacionamento para ajudar a melhorar o nosso estado. Quanto ao Taques, ele pediu os votos dele prometendo que ia melhorar o estado, cuidar da saúde, da segurança, da educação, cuidar do povo e foi só por isso que ele ganhou. Agora vamos ver se ele cumpre", disse.
Quanto ao segundo turno da eleição presidencial, ele avalia como positivo para o debate político, mas já antecipou seu voto na presidente Dilma Rousseff (PT). "É muito bom que tenhamos o segundo turno, pois assim a população vai ter tempo de comparar melhor os dois candidatos, quem já fez mais pelo povo. O partido do candidato da oposição já governou o País recentemente e o povo ainda se lembra. Agora é só comparar quem foi melhor para o povo. Eu vejo que Rondonópolis melhorou muito nos governos do PT, com milhares de casas para os trabalhadores, asfalto em bairros carentes, esgoto, água, a duplicação das nossas rodovias federais. Enfim, eu estou pedindo para os meus familiares e amigos ajudarem a reconduzir a presidente Dilma à presidência para manter as conquistas sociais desse Governo", concluiu.