CRIME NA REDE
Páginas do Facebook estão sendo usadas para divulgar a venda de dinheiro falso em todo o país
09 de Outubro de 2016, 07h00
Em Cuiabá, a preferência de anúncio dos estelionatários é por páginas que falam de oportunidades de negócio.
Os criminosos postam fotos de grande quantidade de notas falsas por valores menores que os de face.
No grupo de compra e venda Bom Negócio Cuiabá, um internauta identificado como Samuel Carlos oferece para venda R$ 1,5 mil em notas falsas por R$ 250,00. A oferta de venda é fixada em até R$ 4,5 mil em dinheiro falso, vendidos por R$ 500,00 verdadeiros.
Na 'propaganda' o estelionatário destaca que as notas não são reprovadas por canetas de identificação, mas têm aspecto idêntico ao das verdadeiras. A atuação do grupo pode provocar um 'derrame' de notas falsas no mercado.
O estelionatário afirma que a forma de pagamento é por depósito bancário, sendo a 'compra' enviada através dos Correios, via Sedex.
Vale lembrar que os Correios possuem equipamento de RX que identifica o conteúdo do pacote, e quem compra pode ser preso pelo mesmo crime de estelionato.
Os anúncios costumam ser postados, mas retirados em pouco tempo para evitar o rastreamento dos criminosos.
Procurada e informada do caso, a Polícia Federal afirmou que investiga a comercialização de notas falsas em Mato Grosso. O número de pessoas presas por este crime não foi divulgado.
Em 2015 foram instaurados 15 inquéritos em MT para investigar casos semelhantes. As notas de R$ 50 e R$ 100 são as mais identificadas nos inquéritos.
Para saber se uma nota é falsa ou não a pessoa precisa ficar atenta à marca d'água, fibras coloridas, impressão em alto-relevo, espessura da nota. No mercado também já existe canetas que identificam se o dinheiro é verdadeiro ou falso.
Segundo o Código Penal, a falsificação, fabricação ou alteração de moeda de curso legal no país ou no estrangeiro é crime e a pena varia entre 3 e 12 anos de cadeia além de multa.
Com informações CircuitoMT