Em 2018
Carlos Fávaro cotado para o Senado. Medeiros deverá vir à Câmara
09 de Outubro de 2016, 07h00
Há duas semanas, a informação chegou ao conhecimento da coluna, fornecida diretamente por peixe grande dentro do PSD de Mato Grosso. Com duas vagas em aberto, o atual vice-governador do Estado, Carlos Fávaro, está mais que cotado para disputar o Senado em 2018. Segue como o nome mais forte, presidente estadual do partido, na opinião da legenda e tende a promover uma positiva dança das cadeiras aos Sociais Democráticos.
Isso porque, segundo a fonte, a ida de Fávaro ao Senado mira a intenta de garantir que o atual senador José Medeiros migre do Senado rumo à Câmara dos Deputados. Parece confusa a suposição, mas, acredite, não é.
Primeiramente, falemos de Fávaro. Na semana passada, os planos sociais democráticos sobre a ida foram repercutidos pelo deputado estadual Gilmar Fabris. Confirmou que não há interesse por parte do vice em uma eventual disputa pelo Governo do Estado. Teria, caso confirme candidatura ao Senado, a vice candidatura de Jayme Campos (DEM) a seu lado.
PSD e DEM seguem estreitando os laços, enquanto é sabido que internamente a relação com os tucanos não é mais das melhores. Fávaro e o governador Pedro Taques (PSDB) racharam palanque apoiando cada um seu candidato a prefeito nos municípios Estado afora. Em Lucas do Rio Verde, deu PSD. Em Rondonópolis, PSD já sinaliza mudar uma composição recém formada e apoiar a gestão do prefeito eleito José Carlos do Pátio (SD). Derrotou o adversário tucano Rogério Salles, que do PSD tinha apoio apenas na teoria.
Sobre a candidatura e os novos rumos, Fávaro garante: "é especulação". Promete segurar bem a língua, ao menos por enquanto.
Quanto a Medeiros na Câmara, para o PSD, se configuraria o cenário ideal. Vice líder do governo Temer no Senado, o senador mais que abriu as portas para a legenda e a quem por ventura indicar, o que lhe garante hoje um certo sentimento de "dever cumprido" dentro d legenda. É hora de plantar nova semente.
Partido que mais cresceu em Mato Grosso nos anos recentes. Quando e onde irá parar o PSD?