Limpa-tacho

Aliados de Taques temem herança deixada por Gestão Silval no Paiaguás

por GazetaMT

09 de Novembro de 2014, 10h21

Aliados de Taques temem herança deixada por Gestão Silval no Paiaguás
Aliados de Taques temem herança deixada por Gestão Silval no Paiaguás

Aliados do governador eleito Pedro Taques têm demonstrado preocupação com as condições em que receberão a máquina pública no ano que vem. Além das muitas dívidas, obras inconclusas e ações judiciais, temem a ocorrência de uma 'operação limpa-tacho' nestes meses finais da gestão de Silval Barbosa (PMDB) - o que resultaria numa herança ainda mais pesada ao próximo governo.

Os primeiros números da gestão estadual foram entregues à comissão de transição na semana passada e são considerados preocupantes. Mesmo assim, o grupo de Taques acha que o quadro é ainda mais grave e só será realmente conhecido após a posse no Paiaguás.

Por outro lado, tem chamado atenção os repasses extras feitos sem justificativa convincente. Só na semana passada foram quase R$ 10 milhões para a Assembleia e outros R$ 7,7 milhões para o Poder Judiciário. Silval também suplementou o orçamento da Secopa em R$ 15 milhões e tenta emplacar um empréstimo de R$ 200 milhões para torrar nas 'obras' do VLT em Cuiabá.

"Além de gastar onde não precisa, estão deixando de lado investimentos essenciais. Há, por exemplo, a suspeita de que os estoques de medicamentos não estão sendo repostos; isso pode causar um problema gravíssimo no início do próximo ano", revelou um aliado próximo do futuro governador.

Ciente da situação, Taques já teria posto em prática uma estratégia de redução de danos. Tentará dialogar diretamente com o governador Silval Barbosa e, paralelamente, usará os deputados que o apoiam na assembleia para barrar gastos considerados desnecessários e que dependam de autorização legislativa.

Vamos ver no que vai dar...