PROTESTO

Mulheres fecham MT-130 em apoio a reivindicações de reeducandos

Presos seguem em greve de fome contra falta de estrutura e superlotação carcerária nas unidades prisionais

por Robson Morais

09 de Novembro de 2017, 14h51

Mulheres fecham MT-130 em apoio a reivindicações de reeducandos
Mulheres fecham MT-130 em apoio a reivindicações de reeducandos

Mulheres fazem protesto em frente a Mata Grande. Foto: GazetaMT

Cerca de 100 mulheres ligadas a reeducandos fecharam no início da tarde de hoje, 9, em apoio ao movimento de greve de fome desencadeado por presos nesta semana em todo o Estado. Entre os presídios atingidos está a Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, mais conhecida por Mata Grande, em Rondonópolis.

A rodovia foi bloqueada nos dois sentidos, no trecho próximo ao quilômetro 1, em frente ao presídio. O protesto segue com faixas e barricadas improvisadas na pista. O grupo ateou fogo em móveis e restos de madeira.

Greve de fome

Dentro dos presídios, o movimento cobra melhorias. Os detentos se recusam a aceitar as alimentações fornecidas e se negam a sair das unidades para atendimentos de saúde e audiências. De acordo com a pauta de reivindicações, o movimento aponta, entre outras deficiências, a falta de dentistas nas unidades prisionais, a superlotação carcerária e a falta de oportunidade de trabalho.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) afirmou que na penitenciária de Rondonópolis o movimento é parcial. Em relação ao atendimento à saúde, a Sejudh esclarece que todas maiores unidades do Sistema Penitenciário possuem no próprio local equipes formadas por médico (clínico geral, ginecologista) enfermeiro, técnico de enfermagem, psicólogo, assistente social, odontólogo, auxiliar de saúde bucal, farmacêutico e nutricionista. Além disso, a Secretaria de Estado de Saúde contratará médicos para repor e ampliar o quadro de médicos do Sistema Penitenciário. Nas demais unidades o atendimento é realizado na rede municipal.

Já os medicamentos são fornecidos pelas Secretarias Municipais de Saúde e o Sistema Prisional e que eles são os mesmos medicamentos disponibilizados à população em geral. Sobre o tratamento de tuberculose informamos que todos os reclusos diagnosticados com a doença recebem diariamente a medicação, mensalmente são pesados e são realizados os exames de baciloscopia de controle e avaliação clínica com intuito de acompanhar a evolução de cada paciente. Nos primeiros quinze dias de tratamento é recomendado o isolamento para não haver proliferação da doença para os demais reclusos e visitantes. Após esse período os reclusos, recebendo tratamento de tuberculose, podem ter o contato normal com qualquer pessoa.

A Secretaria destaca que revistas e demais procedimentos de segurança estão sendo realizados normalmente nas unidade.