Oposição a Pátio ganha força na Câmara Municipal
Depois de três anos governando tranquilamente, Pátio terá que se acostumar com uma oposição mais dura
09 de Dezembro de 2011, 16h00
Nas últimas sessões da Câmara Municipal têm ficado evidente que o prefeito Zé Carlos do Pátio está perdendo força de apoio entre os vereadores. Depois de três anos governando tranquilamente, com quase nenhuma oposição no poder legislativo municipal, Pátio, possivelmente, terá que encarar uma realidade bem diferente no último ano de mandato. A bancada de oposição começou a se reorganizar e já vem mostrando que os projetos de lei não serão aprovados tão facilmente.
Para que os projetos sejam aprovados são necessárias a maioria simples dos votos - sete votos favoráveis - ou, a maioria absoluta - oito votos -, dependendo do tipo de projeto de lei a ser votado. Partindo desse pressuposto, o prefeito não conta mais com a maioria absoluta do seu lado. Os vereadores, Mohamed Zaher (PSD), Milton Mutum (PSD), João Gomes (PSD) e Olímpio Alvis (PR) já deixaram claro que a aprovação de projetos de lei do poder executivo será dificultada e vêm conseguindo derrubar todos os regimes de urgência das últimas sessões, numa demonstração clara da postura que decidiram adotar.
Segundo o vereador Mohamed Zaher, um dos únicos vereadores que sempre manteve um posicionamento bastante claro na oposição, o endurecimento da bancada do PSD, com apoio de Olimpio Alvis, é evidente. Contudo, esclareceu que jamais seriam contrários a projetos de lei que favoreçam a população. "A oposição precisa ser consciente e crítica e em nenhum momento prejudicar a população", destacou.
A situação somente será menos preocupante para a governabilidade de Pátio caso os vereadores Reginaldo dos Santos (PPS) e Cido Silva (PP) passem a apoiá-lo. Até o momento, eles não deixaram muito claro seus posicionamentos, apesar de votarem com a bancada da oposição em determinadas ocasiões.
ATUAÇÃO DURA
O vereador Mohamed Zaher também ressaltou que a bancada de oposição irá ser muito atuante no próximo ano, especialmente, em função das eleições, para que a transparência na administração municipal seja mantida e para que a máquina pública não seja utilizada para fins eleitorais.