Namoro difícil: Adesão do PR ainda não tem unanimidade entre apoiadores de Taques

por GazetaMT

09 de Dezembro de 2013, 12h10

Namoro difícil: Adesão do PR ainda não tem unanimidade entre apoiadores de Taques
Namoro difícil: Adesão do PR ainda não tem unanimidade entre apoiadores de Taques

A proposta de buscar a adesão do PR à candidatura de Pedro Taques ao governo do Estado ganhou um reforço importante no final de semana. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, fez coro à ideia lançada publicamente pelo prefeito de Rondonópolis e presidente do PPS, Percival Muniz. Os dois avaliam que o partido de Blairo, Wellington e CIA pode tornar mais fácil o caminho rumo ao Palácio Paiaguás.

Do ponto de vista da lógica eles estão certos. Se atrair o PR, os apoiadores de Taques tirarão do caminho um dos mais fortes concorrentes (o senador Blairo Maggi) e, de quebra, ainda resolverão o problema do financiamento da campanha. Mas, é bom que se diga, política não é uma ciência exata.

A junção com o PR ainda tem muita rejeição no grupo, inclusive dentro do PPS e do próprio PDT. E, mesmo que consigam a unidade interna, restará ainda convencer os eleitores de que esta união não implicará no sepultamento do discurso 'mudancista' que tem marcado a atuação de Taques.

Não custa lembrar que o atual governador, Silval Barbosa (PMDB), é 'cria' de Maggi. Também não dá para esquecer que o PR integra a base de apoio deste governo, que Taques e os partidos oposicionistas acusam de ineficiente, moroso, corrupto...

Até aqui os defensores da adesão do PR apelam para o pragmatismo da 'governabilidade'. Resta saber como explicarão a gritante incoerência desta possível união.