ATRÁS DAS GRADES

Gerente da LaMia seguirá preso durante investigação de acidente da Chapecoense

Aeronave da companhia caiu durante voo para a Colômbia na semana passada

por GazetaMT

09 de Dezembro de 2016, 08h58

Gerente da LaMia seguirá preso durante investigação de acidente da Chapecoense
Gerente da LaMia seguirá preso durante investigação de acidente da Chapecoense

O Gerente da LaMia, companhia aérea responsável pelo avião que caiu na semana passada na Colômbia durante voo com o time da Chapecoense, será mantido em prisão enquanto durar a investigação sobre o caso, disse uma funcionária na quinta-feira, segundo a Reuters.

"A audiência de medidas cautelares ocorreu no Primeiro Tribunal de Instrução Anticorrupção da cidade de Santa Cruz, na qual os promotores fundamentaram a imputação e demonstraram os riscos processuais", disse a diretora nacional anticorrupção, Fanny Alfaro.

Gustavo Vargas foi detido na terça-feira e levado para delegacia, onde passou mal e teve que ser internado até a tarde de quarta-feira. O empresário é acusado de abandono do dever, uso indevido de influências e homicídio culposo, entre outros.

"Os promotores são uns mentirosos. Fiquei por responsabilidade, era fácil escapar e desaparecer", disse Vargas.

A aeronave levava a Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana na cidade colombiana de Medellín.

A queda do avião, aparentemente após ficar sem combustível, deixou 71 mortos e outras seis pessoas gravemente feridas. Entre as vítimas estão, além dos integrantes da Chapecoense, convidados da equipe.

Autoridades bolivianas suspenderam na semana passada a licença da LaMia. O jornal boliviano “El Deber” informou que a comissão de fiscais que analisa o acidente confiscou duas aeronaves da empresa, que estavam em um dos hangares da Força Aérea Boliviana (FAB), em Cochabamba, "com fins investigativos".

No fim de semana, o comandante da Força Aérea Boliviana, Celier Aparicio, afirmou que existe ação judicial aberta contra a companhia aérea devido a uma dívida correspondente a manutenção, no valor de 335.550 bolivianos (o que equivale a cerca de R$ 162.240).

Na quinta-feira, promotores da Bolívia, da Colômbia e do Brasil se reuniram para discutir a investigação do acidente com o avião, segundo o Jornal Nacional.