VAQUINHA
Militância lulista organiza campanha de arrecadação para defesa de ex-presidente
09 de Dezembro de 2016, 10h55
Um comitê organizado por apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está pedindo desde ontem R$ 500 mil pela internet para ajudar na campanha em defesa do petista.
A arrecadação faz parte da campanha "Um Brasil Justo pra Todos e pra Lula", lançada no dia 10 do mês passado, reunindo políticos, artistas e intelectuais para denunciar o que Lula chama de "caçada judicial" contra ele e a "criminalização" do PT.
O grupo está pedindo dinheiro por meio de uma plataforma on-line de financiamento coletivo. O valor, afirmou a organização, servirá para patrocinar eventos, materiais de divulgação, ações internacionais, administração e custos do crowdfunding.
Do total arrecadado, 40% serão destinados para bancar custos de comunicação em site, redes sociais, rádio, televisão e internet.
Como recompensa, a plataforma oferece desde a citação do colaborador no site da campanha e vídeo de agradecimento até exemplares de livros que defendem o ex-presidente, de acordo com o valor da doação.
O site destaca que só serão aceitas doações de pessoas físicas. As transferências podem ser feitas até o dia 24 de dezembro.
Os organizadores citam que os objetivos da campanha são resistir à "onda de retrocessos em todos os níveis que toma conta do país", contribuir para discussões que levem à antecipação das eleições diretas de 2018 e ajudar a romper o "cerco jurídico-midiático" que prejudica o petista.
A "vaquinha" está sendo divulgada nas redes sociais oficiais de Lula, que nas últimas semanas tem investido em eventos pelo país para atacar a força-tarefa da Lava Jato, a qual diz que é formada por "moleques" que envergonham o Ministério Público.
Ele também critica o juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba, e alega que o magistrado aceita denúncias "sem provas" contra ele.
O ex-presidente responde a três inquéritos e é réu na 13ª Vara Federal de Curitiba. A defesa de Lula, diante das acusações, apresentou uma petição contra Moro no Comitê de Direitos Humanos, das Nações Unidas, em Genebra (Suíça). O órgão ainda analisa a ação de Lula, que diz serem "arbitrárias" as ações do juiz da Lava Jato.
Com informações Circuito MT