FAMÍLIA SOB SUSPEITA

MPF aponta que Nininho e irmão estariam por trás das "ações ilícitas" investigada pela PF

A Controladoria Geral da União (CGU) participou da fase de levantamento de informações. A operação está correndo em segredo de Justiça.

por Estevan de Melo - de Cuiabá

09 de Dezembro de 2020, 12h21

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Operação Chapéu de Palha, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (9), investiga um suposto esquema de fraude em licitações e pagamento de propina a agentes públicos.

Segundo inquérito do Ministério Público Federal (MPF), o deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho e seu irmão, Humberto Bortolini, prefeito de Itiquira, ambos do PSD, estariam por trás das "ações ilícitas" cometidas pela Construtora Pirâmide.

Além da Pirâmide, estão sendo investigadas as construtoras Rocha - Ivaldo Rocha de Freitas & Cia Ltda., e Up Projetos e Construções Ltda. Todas atuam na região Sul do Estado.

"[...] A empresa Pirâmide (Paulo Rocha dos Santos Eireli) juntamente com o grupo familiar de Marcos Antônio Souza Fonseca funcionam como operadores financeiros da organização criminosa, distribuindo dinheiro para agentes políticos e outras empresas que celebram contrato com órgãos da administração pública".

"Há indícios, os quais necessitam de confirmações, que as ações ilícitas realizadas pela Construtora Pirâmide e o grupo familiar de Marcos Antonio de Souza são conduzidas pelos irmãos Bortolini", constar em trecho da denúncia.

O esquema teria iniciado em 2013, a propinas teriam sido pagas em todas as esferas públicas dos municípios, passando por quem determinava para onde os recursos iriam - as chamadas emendas parlamentares - e "passando pelo responsável pela condução do processo licitatório até o fiscal da obra executada". 

Ao todo foram 39 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Alto Taquari, Itiquira, Juscimeira, Jaciara, São Pedro da Cipa, Dom Aquino, Alta Floresta e Votuporanga (SP).

A Controladoria Geral da União (CGU) participou da fase de levantamento de informações. A operação está correndo em segredo de Justiça