A MANDO DE FACÇÃO
Presos envolvidos na morte de mulher que levou `salve´ com choques elétricos e espancamentos em MT
Natana da Silva, 30 anos, sofreu um ritual de espancamentos seguido de choques elétricos. Conforme atestado no exame de necropsia, a vítima chegou a receber 70 choques no corpo.
09 de Dezembro de 2021, 07h57
A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão contra envolvidos no homicídio de uma mulher, ocorrido em julho de 2020, no bairro Pedregal. As prisões foram realizadas na manhã desta quinta-feira (09), durante mais uma fase da Operação Comando da Lei, coordenada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP)
De acordo com informações, a vítima identificada como Natana da Silva, 30 anos, sofreu um ritual de espancamentos seguido de choques elétricos. Conforme atestado no exame de necropsia, a vítima chegou a receber 70 choques no corpo. O "salve" foi executado depois que ela teve a morte ordenada por uma facção criminosa porque, supostamente, teria praticado o furto de um celular.
A vítima foi encontrada em uma rua do bairro Pedregal, já perto do Jardim Renascer, pedindo socorro em uma casa, bastante debilitada pelos espancamentos. Ela foi socorrida por familiares e levada ainda com vida a um hospital particular de Cuiabá, onde foram feitas tentativas de reanimação, mas foi a óbito horas depois em consequência das lesões sofridas.
De acordo com o delegado que preside o inquérito, Caio Fernando Álvares Albuquerque, parte dos alvos identificados na apuração, conduzida pelo núcleo de investigação de homicídios cometidos a mando de facções da DHPP, era monitorada por tornozeleira eletrônicas e teve a presença no local do crime confirmada durante as diligências realizadas.
Os policiais da DHPP apuraram ainda que os envolvidos no homicídio retiraram câmeras de monitoramento que estavam instaladas próximas à área onde ocorreu o crime, a fim de dificultar a identificação dos criminosos.
As equipes da DHPP estão nas ruas para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliares contra os investigados.