PROTOCOLADO

Mais de 100 denúncias foram entregues oficialmente no Ministério Público

Aprovados no concurso público oficializaram os contratos que consideram ilegais

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09 de Fevereiro de 2017, 17h45

Mais de 100 denúncias foram entregues oficialmente no Ministério Público
Mais de 100 denúncias foram entregues oficialmente no Ministério Público

Mais uma tentativa de fazer valer o Concurso Público da prefeitura de Rondonópolis, movimentou a Comissão que representa os aprovados na tarde desta quinta-feira, 9.

Desta vez os concursados protocolaram 144 denúncias de contratações que, segundo eles, estão irregulares. "Estas vagas deveriam ser preenchidas com os aprovados no concurso e a prefeitura colocou estagiários e nomeados em comissão no nosso lugar", disse Juliana Saito, integrante da Comissão.

De acordo com os aprovados que estão em constante mobilização para tentar convencer o prefeito José Carlos do Pátio a iniciar as nomeações, o caso está ficando insustentável e a tentativa agora é comprovar as irregularidades ao Ministério Público. "Todas essas denúncia protocoladas hoje são comprovadamente verdadeiras. Ou foram contratados servidores em desvio de função para descaracterizar a realidade da vaga, ou são pessoas chamadas para trabalhar e que ainda não têm contrato", explicou Juliana.

Segundo o grupo de concursados, este foi só mais um passo para a conquista da vaga garantida pela Constituição Federal no artigo 37 parágrafo 2, que reserva aos servidores concursados a ocupação de vagas no serviço público. "Agora vamos aguardar a manifestação do MP e contamos com o trabalho da promotoria para que determine ao prefeito que comece a chamar os aprovados no concurso".

Prefeito diz que contratar pelo Consórcio é mais legítimo que chamar os concursados. Foto: Luan Dourado/GazetaMTDurante a conversa da reportagem do GazetaMT com a Comissão, o prefeito José Carlos do Pátio chegou à sede do Ministério Público para uma reunião. Em entrevista o prefeito reafirmou que vai chamar os aprovados gradativamente. "Não podemos inchar a máquina e começamos pela Educação, para o início do ano letivo", disse Pátio.

Quanto ao Concurso realizado em 2016, Pátio disse que em 15 dias começa nomear. "Precisamos de procuradores e de outros servidores, que vão ser chamados. O concurso vale por quatro anos, e nós vamos, conforme precisarmos, chamar os aprovados".

Questionado sobre a legalidade da contratação por meio do Consórcio Regional de Saúde ou pela Cooperativa de Trabalho Vale do Teles Pires - Coopervale, o prefeito garantiu que a contratação é legal e legítima. "O consórcio é mais legítimo que o próprio concurso, já que é Regional e a nossa saúde atende a região. E mais, a interpretação que a imprensa está passando para a sociedade é de má fé. Nós estamos melhor que a gestão passada que realmente terceirizou a Saúde", finalizou o prefeito.