Desabafo
Medeiros classifica de 'oportunistas' políticos que contestam seu direito à sucessão de Taques
O primeiro suplente de senador, José Antonio Medeiros, usou sua página numa rede social para criticar adversários que movem ações judiciais
09 de Março de 2014, 06h00
O policial rodoviário federal José Antonio Medeiros, que é vice-presidente do diretório do PPS em Rondonópolis e primeiro suplente do senador Pedro Taques (PDT), fez um desabafo em sua página pessoal no Facebook sobre a polêmica envolvendo seu direito à sucessão em caso de afastamento do titular da vaga. Medeiros faz um relato de sua história e diz que a polêmica é causada por 'oportunistas' e fruto da boa posição do senador Pedro Taques nas pesquisas de opinião sobre a sucessão do governo estadual.
Apesar de não citar nomes, o texto é claramente destinado ao empresário Paulo Fiúza (SDD) e ao ex-deputado federal e candidato derrotado ao senado em 2010, Carlos Abicalil (PT). Fiúza, segundo suplente na chapa, alega que houve fraude e que seria o legítimo primeiro suplente de Taques. Já Abicalil aproveitou a contenda para contestar integralmente o registro e requerer a cassação de Pedro Taques - o que garantiria o ingresso do petista no Senado.
As duas ações tramitam na Justiça Eleitoral e Medeiros nega qualquer envolvimento em atos visando fraudar a documentação. "Em relação ao registro da candidatura, a participação de Medeiros, foi a mesma de todos os candidatos, qual seja, enviar a documentação para que a coligação procedesse o registro",afirmou.
Veja abaixo a íntegra da nota divulgada por José Antonio Medeiros.
Nota sobre matérias veiculadas sobra a ATA de Registro.
Moro em Mato Grosso desde os meus 3 anos de idade, venho de uma família de nordestinos, que vieram para Mato Grosso na década de 70, e que tiveram o cabo da enxada como instrumento de sobrevivência.
Passei a infância na região do Vale Rico, município de Guiratinga e desde muito cedo acompanhei os meus pais no labor da roça. Já adolescente fui morar na casa de parentes em Rondonópolis para que pudesse estudar.
Sabia que era oportunidade única e me dediquei aos estudos, me formando em Matemática e posteriormente em Direito. Durante 7 anos, fui professor na rede de ensino publica e privada, em Rondonópolis.
Há 20 anos trabalho na Polícia Rodoviária Federal, não constando nenhum registro desabonador em minha ficha funcional.
Tenho uma história com este estado, e esta história, foi escrita com muito suor e sacrifício.
Em respeito a esta história, aos meus pais, aos meus amigos e aos integrantes do meu partido, PPS, não posso permitir, que venham à imprensa, criar factoides com o único objetivo de confundir a opinião pública. Por isto sobre este factoide chamado ATA, tenho a esclarecer pela última vez. o seguinte:
Em 2010 estava candidato a deputado federal e fui convidado a compor a chapa do senador Pedro Taques, para substituir o 1º suplente Zeca Viana que havia renunciado.
Em relação ao registro da candidatura, a participação de Medeiros, foi a mesma de todos os candidatos, qual seja, enviar a documentação para que a coligação procedesse o registro.
Esta ação proposta, é descabida e oportunista, é fruto da posição do senador Taques nas pesquisas, e serve aos propósitos daqueles que temem os ventos de mudanças que acompanham Pedro Taques. Após 4 anos e em pleno período pré-eleitoral, vir dizer que houve fraude no registro da candidatura, é insultar a inteligência das pessoas.
José Antônio dos Santos Medeiros.