ATENÇÃO REDOBRADA
Delegacia da Mulher investiga mais de 7 casos de estupros em Rondonópolis
“O suspeito usa sempre calça jeans, camisa de manga longa, bota de construção civil e capuz” afirma a delegada
09 de Março de 2016, 11h41
De agosto de 2015 a março de 2016, mais de 14 Boletins de Ocorrência (B.O), foram registrados na 1ª Delegacia de Polícia em Rondonópolis. A maioria deles referentes a roubo seguido de estupro. Posteriormente sete casos foram encaminhados à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.
Entre os bairros que aconteceram os ataques estão o Sagrada Família, Jardim Adriana e Jardim Beija-flor.
Na manhã desta quarta-feira (09) o site GazetaMT, conversou com a delegada titular, Ligia Pinto da Silveira Avela, sobre os casos e o retrato falado do suspeito.
Segundo a delegada, as investigações começaram depois que uma das vítimas procurou a Associação de Mulheres de Rondonópolis e Região Sul de Mato Grosso.
"A presidente da Associação trouxe a vítima até aqui para fazer a denúncia. Mas, devido os boletins de ocorrência serem confeccionados como roubo, eles seguem para a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF). Comentei o caso com os policiais da delegacia, e então entramos em consenso que as ocorrências eram parecidas", destacou a delegada.
Posteriormente, a delegada informou as formas como o "maníaco" age na cidade. "Todos os casos aconteceram no período vespertino, em posse de arma de fogo, o suspeito anuncia um assalto, mas logo depois comete o estupro. Ele está se aproveitando de casas localizadas próximas a terrenos baldios, construções abandonadas ou sem muro".
Ainda conforme Ligia Avela, as vítimas são surpreendidas quando estão sozinhas. " Elas não conseguem informar se o suspeito chega de carro, moto, ou a pé. O que temos de perfil dele é a forma como ele está vestido, sempre de calça jeans, camisa de manga longa, bota de construção civil e capuz, o que dificulta a identificação"
Outras informações repassadas pelas vítimas é que o suspeito aparenta ter 1,70 m de altura, magro, branco/moreno claro.
Qualquer informação pode ser repassada pelo Disk Denúncia através do 197, ou pelo telefone da Delegacia da Mulher (66) 3423 -1754.
A delegada civil também destacou o apoio da Polícia Militar nos casos e garante que o trabalho de investigação continua.