Atraso federal
Obras de unidades básicas de Saúde sofrem atrasos em Rondonópolis
Prefeitura realizou destrato com empreiteira descontente e demora nos repasses do Governo Federal motivou lentidão
09 de Março de 2016, 15h51
Desde 2015 mais oito bairros de Rondonópolis já deveriam estar contando com os serviços de unidades básicas de saúde, nova nomenclatura
dada aos antigos PSFs, nos bairros Marechal Rondon, Dom Osório, Novo Horizonte, Paineiras, Cidade Alta, Bom Pastor, Vila Goulart e Jardim Adriana.Segundo a secretária de saúde, Maríldes Fernandes toda as unidades são de um grupo aprovado na última “janela”, disponibilizada pelo Governo Federal no ano de 2013 para envio de projetos.
A secretária conta que antes de 2013, a cidade estava junto ao Ministério da Saúde em situação inapta, ou seja, sem condições de ter projetos aprovados na esfera federal, um trabalho de regularização foi realizado pela prefeitura e o conjunto de oito UBS foi contemplado para Rondonópolis. “Com o “ok” do Ministério da Saúde para podermos começar a construção das unidades, o governo federal manda o dinheiro referente à primeira parcela e dai nós iniciamos o processo de licitação e três empresas ganharam e elas começam a construir as UBS”, disse Maríldes.
Maríldes explica que as unidades básicas de saúde estão em situações distintas, sete delas estavam com as obras em andamento, já UBS do Bairro Bom Pastor ainda não saiu do papel, por conta de uma ação na justiça impetrada por um cidadão, que questionou a construção no terreno da praça da saudade e no momento a Prefeitura procura outro local no bairro para a construção.
Já os demais projetos seguiram até 40% do total da obra, quando segundo Maríldes,houve um atraso de aproximadamente de seis meses nos repasses do Governo Federal e desta forma, as empreiteiras diminuíram o ritmo ou paralisaram os trabalhos.
No início de novembro, o recurso foi liberado e a construtora que é responsável pelas UBS dos bairros Novo Horizonte, Cidade Alta, Bom Pastor e o Jardim Adriana retomou os projetos, já a outra empreiteira, segundo Maríldes resolveu desistir das construções alegando que os valores estavam defasados e não compensaria para a empresa tocar as obras.Depois de todo o procedimento junto ao Ministério da Saúde para o cancelamento do contrato, o destrato com a empreiteira foi concretizado em janeiro. “Para haver o cancelamento é realizado todo um tramite burocrático junto ao Ministério da Saúde e a empreiteira, e no fim destas etapas ocorre o destrato. Agora estamos iniciando um novo processo de licitação para as UBS dos bairros Marechal Rondon, Dom Osório e Vila Goulart e logo estaremos com as obras destas unidades retomadas e estaremos entregando a população o quanto antes”, relatou.

Sobre os projetos, a secretária explica que são idênticos tanto nas plantas baixas , como no recurso de R$ 408 mil, com a contra partida do município de 20%. O planejamento para o futuro, caso o governo federal, abra uma nova janela de credenciamento de projetos é para mais 17 novas unidades básicas de saúde.