SALA DO VEREADOR
Adonias quer vereadores nas unidades de Saúde de Rondonópolis
Projeto prevê revezamento dos 21 parlamentares segundo escala programada
09 de Março de 2017, 14h11
Todos os 21 vereadores da Câmara de Rondonópolis atendendo a uma escala previamente programada que prevê plantão e visitas às unidades de Saúde do município, num revezamento diário. Esta é a proposta do vereador reeleito Adonias Fernandes-PMDB, que tenta emplacar pela segunda vez a 'Sala do Vereador', projeto que fracassou em sua gestão passada.
Fernandes defende que o projeto não havia sido bem explicado na primeira vez que foi levado ao Plenário da Casa de Leis. Espera, agora, passar a limpo as minúcias e levar à votação a proposta 05/2017. Segundo afirma, ideia semelhante já tem dado certo na capital do Estado. "Em Cuiabá este projeto existe e funciona. Cada vereador vai poder atender a população especificamente sobre assuntos da Saúde, conhecer as carências de cada unidade e dar os devidos encaminhamentos", explica.
'Sala', como intitula o projeto, entretanto, é apenas em sentido figurado. "Muita gente me criticou antes, dizendo que o vereador Adonias queria montar um gabinete dentro do hospital. Não é isso. Os parlamentares poderão ficar aqui mesmo na Câmara ouvindo a população ou percorrendo cada uma das unidades, a fim de ouvir e anotar o que falta de materiais, fiscalizar a presença dos profissionais servidores, os horários de atendimento e a demora nos procedimentos", defende.
Palanque político
Nesta semana, a reportagem do GazetaMT recebeu por escrito uma denúncia de promoção política dentro da Unidade de Pronto Atendimento do Município, a UPA. Em respeito à fonte, seu nome não será revelado. Quanto ao conteúdo, é categórico: "servidora do hospital orientou demais funcionários para que tomem cuidado quando o paciente chegar até lá por indicação de vereador ou secretário. Esses indicados, disse a servidora, têm prioridade, pois ali não era diferente de nenhum outro órgão público. Manda a política".
Para Adonias, seu projeto acabará com esta prática. "Não vai ter privilégio nem indicação política, até porque todos os vereadores irão se revezar e fiscalizar", diz. Na prática, há quem duvide da imediata solução, levando o questionamento para outro lado: o da intensificação do jogo de Poder e manobra do serviço público em paralelo ao interesse político.