E AGORA, JOSÉ?

Sem apoio de Bolsonaro, Medeiros vira incógnita para o Senado

por Redação

09 de Março de 2020, 08h29

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Divulgação

A candidatura do atual deputado federal José Medeiros (Pode) ao Senado, dada como certa há uma semana, se torna, agora, uma incógnita. Na véspera do início das convenções partidárias que definirão os candidatos na eleição suplementar, a perda do “trampolim” Bolsonaro pode lhe significar prejuízo.

Fato é que Medeiros pouco caminhou com as próprias pernas na carreira política. Senador tampão da vaga deixada por Pedro Taques em 2014, candidato fraco nos pleitos seguintes, só conseguiu destaque quando surfou -de maneira inteligente, admite-se- na onda do atual presidente da República. Colou no capitão, com direito a rasteira em quem mais tentasse se aproximar do “mito”. Deu certo, acabou eleito.

Problema é que agora, quando o deputado já se preparava para novamente sugar da popularidade de Jair, veio o revés. O próprio presidente deverá anunciar nos próximos dias apoio à candidatura da militar, tenente-coronel PM Rúbia Fernanda de Oliveira Santos (Patriota). Ela é irmã do desembargador do Tribunal de Justiça, Rubens de Oliveira e cria política do deputado Eduardo Bolsonaro. O 03, para os mais íntimos.

Para fechar a conta sinistra, um dos suplentes, segundo a imprensa da capital, será o ex-deputado federal Victório Galli, aquele da funcionária misteriosa, “Mickey gay” e demais impropérios. Assunto para uma outra coluna.

De volta ao surfista Medeiros, é como já disse o poeta: “E agora, José?”.