DISTRITO INDUSTRIAL

Aedic apresenta projeto para diminuir prejuízos com as obras na BR-163

Proposta é concluir os acessos das marginais à rodovia, além de três retornos operacionais que não foram feitos

por Da redação

09 de Março de 2022, 15h53

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Divulgação

Para diminuir os impactos negativos das obras não concluídas na BR-163 na região do Distrito Industrial de Cuiabá, empresários do setor entregaram, na última semana, um anteprojeto independente ao superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Antônio Gabriel. A proposta é que uma parceria público-privada melhore o tráfego de veículos, além de trazer mais conforto e segurança aos condutores.

“O que estamos sugerindo é fazer acessos e sinalizações emergenciais, de forma paleativa. E para que isso seja feito, estamos trabalhando com a prefeitura da Capital e o Governo do Estado”, explicou a presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic), Margareth Buzetti. A proposta é concluir os acessos das marginais à rodovia, além de três retornos operacionais que não foram feitos.

As obras de duplicação na BR-163/364/MT entre Cuiabá e Rondonópolis é de responsabilidade do DNIT que contratou a construtora Sanches Tripolini empresa vencedora do leilão do lote 03, com 42 km de extensão. O trecho tem início no segmento em concreto da Serra de São Vicente e até o viaduto existente no entroncamento com a Rodovia dos Imigrantes (BR-070/MT). Neste momento, as obras de duplicação estão mais avançadas no trecho após o Sinuelo e deveria ter sido concluída no fim de 2020.

“A MTSul Construções já fez um projeto prévio e irá realizar o estudo completo de viabilidade técnica para criação de novos acessos em pontos estratégicos, mas precisamos da autorização do DNIT para fazermos. É muito tempo com obras interferindo nos negócios”, pontuou Margareth.

O superintendente do DNIT, Antônio Gabriel, explicou que entende as reclamações dos empresários e que cobrou celeridade da empresa Sanches Tripolini, que alegou não ser possível por conta do período chuvoso. “Sabemos que a obra está incompleta com trechos que ainda não foram concluídos, mas que serão feitos”, afirmou Gabriel.

“Foi feita uma notificação final com prazos para que a Sanches retorne e finalize a obra ou vamos fazer um encerramento contratual com punições devidas à empresa e fazer uma nova licitação”, complementou. Se houver a rescisão, o novo certame poderá ter início em maio.

A situação não agradou os empresários da Aedic, que alegaram não terem tempo para uma nova licitação. “Nós conseguimos uma emenda com o senador Jayme Campos (DEM) destinada a Prefeitura de Cuiabá no valor de R$ 10 milhões para que possamos fazer esse anteprojeto e resolver de maneira paliativa essa situação”, disse.

O comerciante Antônio Menegassi relatou o drama que ele e os colegas sofrem sem a finalização das obras. “O nosso sentimento é de destempero. Já tive vários clientes que não conseguiram buscar encomendas em minha loja porque a carreta não tinha acesso. E dele me pedir para enviar via Sedex. Perder venda ou gastar mais com frete. Estamos desesperados e falindo com isso”, frisou.

“Nós não temos tempo para esperar uma nova licitação. Vejo que agora andamos na tratativa, pois precisávamos que o DNIT desse um passo, e foi o que aconteceu. E vejo que será possível colocar em prática esse projeto. Só falta o órgão autorizar para terminarmos a projeto que encontramos como alternativa”, afirmou.