MARIA DA PENHA

Acusado de agressão pela esposa, Júlio Pinheiro afirmou que não houve agressão

Pinheiro afirmou ter problemas com a bebida e pretende retomar o tratamento contra o alcoolismo

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

09 de Abril de 2012, 13h11

Acusado de agressão pela esposa, Júlio Pinheiro afirmou que não houve agressão
Acusado de agressão pela esposa, Júlio Pinheiro afirmou que não houve agressão

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Júlio Pinheiro, em coletiva na manhã desta segunda-feira (9) explicou o episódio da última sexta-feira (6) que resultou em um boletim de ocorrência registrado pela mulher do vereador.        

Júlio contou que no último dia 6, ele e um grupo de amigos saíram para comemorar a aprovação do projeto da Câmara, que prevê o aumento de 10% do salário dos servidores da prefeitura municipal.

Porém, por volta das 3 horas da manhã, quando chegou em casa, sua esposa não quis deixa-lo entrar. A polícia foi acionada por um vizinho, que ouviu a confusão. 

Antes da declaração à imprensa, Júlio Pinheiro se reuniu com os demais vereadores para explicar o ocorrido. E aproveitou para lembrar que não houve agressão, por isso, não foi enquadrado na Lei Maria da Penha.

Pinheiro afirmou ter problemas com a bebida e pretende retomar o tratamento contra o alcoolismo.

COMO TUDO COMEÇOU

Na sexta-feira santa, Gisela Carolina Almeida, 32 anos, mulher do vereador Júlio Pinheiro, registrou um boletim de ocorrência contra o mesmo. Segundo Gisela, não quis abrir a porta de sua residência, e o vereador que estava embriagado passou a jogar pedras em sua janela.

Ainda segundo o relato, assim que abriu a porta, o vereador pegou um garfo de churrasco e partiu para cima da esposa. Apesar de ter registrado o boletim de ocorrência, Gisela não acionou a Lei Maria da Penha.

Júlio Pinheiro prestou depoimento no mesmo dia e logo foi liberado. Até a manhã desta segunda, o vereador não havia feito nenhuma declaração sobre o episódio.