PREVIDÊNCIA
Temer cogita reduzir idade para aposentadoria de mulheres
De acordo com o presidente da República, o “ponto fundamental” do projeto é estabelecer uma idade mínima de aposentadoria
09 de Abril de 2017, 13h00
Michel Temer -PMDB vem defendendo pontos críticos da reforma da Previdência mas afirmou que o governo cedeu ao Congresso Nacional quando concordou em alterar cinco pontos da reforma da Previdência.
De acordo com o presidente da República, o "ponto fundamental" do projeto é estabelecer uma idade mínima de aposentadoria. Temer disse que poderá criar a possibilidade de uma diferenciação para mulheres.
"Convenhamos: se nós tivermos a idade de homem de 65 anos, e a de mulher 64 ou 63, não significa que não tenha sido feita uma grande conquista", afirmou o presidente em seu gabinete no Palácio do Planalto.
O peemedebista ressalvou: "Ainda não está em pauta essa última matéria. Vamos verificar mais para a frente se é necessário ou não".
A estratégia do governo é segurar essa decisão como uma carta na manga para as negociações da reforma quando ela estiver para ser votada no plenário da Câmara.
Em relação aos votos favoráveis ao projeto, Temer não quis arriscar uma previsão. "Não consultei ainda os numerólogos. O que precisamos saber é no dia da votação. Agora, qualquer avaliação é precipitada", considerou.
Temer também falou sobre as mudanças acertadas com o relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), entre elas regras de transição e da aposentadoria rural, acúmulo de pensão e aposentadoria, aposentadorias para policiais e professores, e o benefício assistencial pago a idosos e pessoas com deficiência pobres.
Segundo o presidente, essas mudanças têm impacto "mínimo" sobre a economia que será feita com a reforma. "Cedemos até onde podemos", afirma. "O ponto fundamental da reforma é a questão da idade. Se fixarmos uma idade mínima, porque hoje as pessoas se aposentam com 50 ou 49 anos, já damos um passo avançadíssimo."
Ainda durante a entrevista, Temer avaliou que a lei que regulamenta a terceirização não precisa de medida de proteção para trabalhadores, pois, segundo ele, a proposta não causa prejuízo aos empregados.
Ao fazer uma análise dos seus 11 meses de mandato, o presidente ressaltou que não cometeu "nenhum erro" desde que assumiu o Planalto. "Cometi acertos. E acertos derivados de muita coragem. Não creio que tenha praticado nenhum erro", afirmou.