Contradição perigosa: Prefeito abandona cargo para lutar por mandato
09 de Maio de 2012, 22h44
Tudo bem que o prefeito José Carlos do Pátio está preocupado em salvar a própria pele, mas é incrível a forma como ele abandonou a cidade nos últimos dias. O prefeito não é visto na Prefeitura desde o início da semana, quando embarcou para Cuiabá para acompanhar a sessão do T.R.E. que confirmou sua cassação. Depois, Pátio seguiu para Brasília onde prepara um novo recurso, agora ao Tribunal Superior Eleitoral.
Pátio largou as funções que lhe foram atribuídas pela maioria dos rondonopolitanos, deixando a segunda maior economia de Mato Grosso sob o comando do secretário Chefe de Governo, Gérson Araújo de Oliveira, um contabilista importado de Guiratinga.
Enquanto Gérson experimenta o 'poder supremo' no Paço Municipal, a população se vê cercada por problemas que exigem respostas de um líder legítimo. Até agora não temos, por exemplo, uma solução para a questão da travessia urbana. Isso sem falar no vexame internacional que promete se tornar o caso das toneladas de esgoto despejadas pelo Sanear no Rio Vermelho.
Além da prisão de um engenheiro, dois diretores do Sanear são procurados pela Polícia e o município é acusado de ser o autor do maior crime ambiental já visto neste pedaço de Brasil. Sem dúvida, o momento não poderia ser pior para uma Prefeitura acéfala.
Se realmente se importasse com o mandato, que alega estar defendendo em Brasília, Pátio deveria ao menos ter deixado sua vice-prefeita, Marília Salles, no comando da Prefeitura. Seria uma forma elegante de retribuir a solidariedade dispensada a ele pelos aliados políticos e pela sociedade de uma forma geral.
Ao oferecer abandono, corre o risco de receber o mesmo em troca.