Forças ocultas: Saída de Ailton das Neves da Coder merece atenção máxima
09 de Maio de 2013, 07h30
Não ficou bem explicada a decisão de Ailton das Neves de deixar a presidência da Coder. Em uma entrevista concedida ontem (08) ele chegou a sugerir que estava sendo alvo de pressões de vereadores descontentes com sua atuação. Faltou dar os nomes e esclarecer as causas do descontentamento. Ao que parece, tem a ver com fisiologismo e interesses econômicos prejudicados.
Outro ponto estranho é a suspeita de que Ailton tenha sido vítima de colegas da própria administração. São indícios disso os obstáculos na realização de processos licitatórios para aquisição de equipamentos e matérias primas.
Quase cinco meses depois do início da gestão, por exemplo, o setor de licitações não conseguiu sequer viabilizar a compra de materiais para a manutenção da rede de iluminação pública. Neste caso, as suspeitas são de que pessoas que participaram da gestão anterior continuam dando as cartas e forçando a barra para favorecer esquemas 'tenebrosos'.
Ailton das Neves, sempre elegante, foi discreto e evitou o aprofundamento das críticas para poupar a administração municipal. Mas é bom que o próprio prefeito procure se inteirar melhor do caso e adote as medidas para evitar a repetição de situações semelhantes.
Não custa lembrar que os maiores prejudicados pela paralisação da Coder são a população e a própria administração de Percival Muniz. Deixar que 'forças ocultas' continuem operando na Prefeitura pode trazer consequências desastrosas num futuro próximo.