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Convidado para assumir Coder, Vanzeli se mostra indeciso

O atual presidente, Ailton das Neves pediu exoneração na quarta-feira, 8, mas deve permanecer no cargo até que seja escolhido

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09 de Maio de 2013, 09h18

Convidado para assumir Coder, Vanzeli se mostra indeciso
Convidado para assumir Coder, Vanzeli se mostra indeciso

'Sempre quando tomo decisões como essa, eu consulto algumas pessoas, minha família, mas eu gosto de um desafio', disse Vanzeli - Foto Marcos Magalhães/GazetaMTO vereador Carlos Vanzeli (PDT), apontado como um possível nome para substituir o suplente de vereador Ailton das Neves (PSB) no comando da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), confirmou o convite do prefeito Percival Muniz (PPS), mas não confirmou se deixará o mandato de vereador para assumir o cargo. Ailton das Neves entregou o seu pedido de exoneração na quarta-feira, 8, mas deve permanecer no cargo até que seja escolhido o seu substituto.

"Eu tive uma reunião com o prefeito e ele realmente me convidou para assumir a Coder, já que nosso companheiro Ailton das Neves havia pedido exoneração. Mas eu ainda estou considerando, embora me sinta bastante honrado com o convite, por que a Coder é uma instituição tão preciosa para a população de Rondonópolis que ela requer uma administração em tempo integral e, como é sabido, eu sou advogado, professor universitário e apresento um programa de televisão. Para assumir a Coder eu precisaria abandonar tudo isso. Estou conversando com minha família e apoiadores e na segunda-feira (13), quando terei outra conversa com o prefeito, eu vou dar uma resposta", informou Vanzeli.

Questionado sobre e dívida milionária da Companhia, que ultrapassa R$ 42 milhões, sendo que desse total, mais de R$ 30 milhões são referentes à dívidas com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), o que impede a Companhia de obter certidões para realizar negócios com órgãos públicos, Vanzeli mostrou domínio do assunto, mas não soube apontar uma solução imediata para o problema.

"Isso inviabiliza a Companhia, que fica impedida de contratar com qualquer órgão público, principalmente com a prefeitura, que é o maior cliente da Coder. Ela não consegue tirar uma certidão negativa e para pelo menos rolar essa dívida, é preciso dar de entrada pelo menos R$ 4 milhões. Aí pergunto: onde ela vai conseguir esse dinheiro?", pontuou.

Uma das possíveis soluções apontadas para o caso seria a venda de parte do patrimônio da empresa, que é detentora da propriedade da feira da Vila Aurora, da área onde fica o bairro Jardim das Flores e outras, para prefeitura. Acontece que a falta de certidão negativa de débitos com a União impediria esse negócio.

"O primeiro passo seria conseguir suspender judicialmente a cobrança dessa dívida e conseguir a regularidade fiscal para contratar com a prefeitura e viabilizar essa venda. Além do mais, ela tendo regularidade fiscal, ela pode trabalhar e receber, quitando duas dívidas com fornecedores", defendeu.

Para finalizar, o ainda vereador sinalizou que tem pretensões de assumir a empresa. "Sempre quando tomo decisões como essa eu consulto algumas pessoas, minha família, mas eu gosto de um desafio. Não gosto de coisa fácil não", disse, em tom descontraído.