Funcionalismo

Thiago Muniz reafirma apoio e diz que há espaço para diálogo com servidores

Vereador diz que reivindicações são justas, mas que Sispmur errou ao priorizar a greve ao invés de aprofundar negociações,

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09 de Junho de 2013, 18h00

Thiago Muniz reafirma apoio e diz que há espaço para diálogo com servidores
Thiago Muniz reafirma apoio e diz que há espaço para diálogo com servidores

Para Thiago Muniz revisão do PCCS deve ser priorizada e greve é 'instrumento final'O vereador Thiago Muniz (PPS) manifestou preocupação com a forma de condução das negociações envolvendo os salários dos servidores municipais. Nesta semana a categoria chegou a paralisar as atividades por um dia e aprovou um indicativo de greve para cobrar um aumento linear de 19%. Em conversa com a reportagem do GazetaMT, o vereador considerou que a decisão foi precipitada.

Para Thiago Muniz a reivindicação é justa, mas o rigor adotado passa a impressão de que há uma motivação política por trás das ações tomadas pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sispmur). Segundo ele, a direção do sindicato não está levando em conta a disposição demonstrada pela atual gestão para negociar com a categoria.

"Não há nada que indique uma má vontade da atual administração. Ao contrário, apesar de estar apenas começando, esta gestão já garantiu a reposição inflacionária, está atendendo reivindicações antigas como as elevações de níveis e iniciou a adequação do PCCS em parceria com os servidores. Há espaço para o diálogo", assegura.

Na opinião do vereador, a discussão do PCCS deve ser o foco principal da categoria neste momento. Ele lembrou que a adequação permitirá corrigir distorções antigas, garantindo inclusive que as funções que hoje tem menor remuneração recebam aumentos superiores ao reivindicado pelo Sindicato . Thiago afirma ainda que a revisão do Plano de Cargos Carreiras e Salários permitirá incorporar ao salário base benefícios como a produtividade, dando mais segurança a todos os servidores.

"A Câmara e a Prefeitura não vão se negar a garantir um aumento real, acima da inflação. Mas se isso for feito agora, antes do PCCS, vamos agravar as distorções salariais que são hoje o maior problema do funcionalismo. Precisamos primeiro fazer justiça aos servidores que ganham menos e, na sequência, podemos discutir um calendário de aumentos reais que não sacrifique a capacidade de investimentos do município", propõe.

Críticas
O vereador também reclamou das críticas que recebeu de setores que seriam ligados à atual direção do Sispmur. Ele afirmou que, apesar de discordar do encaminhamento adotado pelos dirigentes, mantém apoio irrestrito aos servidores.

"Minha mãe é professora aposentada e cresci acompanhando a luta da categoria por maior valorização. Sou e sempre serei parceiro, mas acho que a greve é um instrumento final. Ela deve ser deflagrada quando não houver mais canais de negociação, o que não é o caso", destaca.