ESTAGNADO

A contar pelos números, entre Sachetti e majoritária existe um alto muro

por GazetaMT

09 de Junho de 2016, 08h28

A contar pelos números, entre Sachetti e majoritária existe um alto muro
A contar pelos números, entre Sachetti e majoritária existe um alto muro

Ainda em tom de mistério segue o deputado Federal Adilton Sachetti (PSB). Se vai ou não encarar a corrida eleitoral à majoritária rondonopolitana neste 2016 só mesmo o próprio sabe, ou nem isso. Fato é que, caso esteja tramando vir para a disputa, precisará aprender como superar o alto muro que o separa da vitória: o do percentual eleitoral.

Até junho, data das convenções partidárias e confirmações das candidaturas, Sachetti promete manter a dúvida sondando a concorrência. Voltando aos números, esta coluna se deu ao luxo de pedir licença ao deputado, recapitular suas marcas alcançadas nos três últimos pleitos eleitorais e avaliar seu potencial de crescimento.

Em 2004, Sachetti veio para a disputa contra José Carlos do Pátio (hoje no SD), o atual senador empreguista Wellington Fagundes (PR) e o sumido Carlos Ihamber.  O deputado Federal venceu com 34,49% dos votos.

Quatro anos mais tarde, em 2008, quem levou foi Zé do Pátio, com 52,43%. Sachetti não chegou a 48. Marcou exatos 47,57%.

Começa aqui a se erguer o muro. Nas eleições de 2012, o atual prefeito Percival Muniz (PPS), certo candidato à reeleição, atingiu 57,52% com quase 61 mil votos. Número expressivo e jamais alcançado por Sachetti em Rondonópolis. 

Nem mesmo quando eleito deputado os números aumentaram. Sachetti ganhou vaga na Câmara com quase 48 mil votos, sustentando nem um a mais que os 47,57% aqui em Rondonópolis. Repetiu o feito que lhe garantira a derrota em 2008. 

De 2004 para 2016 o eleitorado rondonopolitano aumentou. Otimistas poderão ver como margem de crescimento a Sachetti. Outros dirão que só aumentam as pedras no muro.

Para vencer à majoritária, como se vê, o percentual atingido nos últimos pleitos é pouco. Se confirmadas as candidaturas que começam a ser desenhadas de acordo com as intenções e especulações dos partidos, é bom Sachetti começar a pensar em uma estratégia e se aperfeiçoar na arte da escalada. Caso contrário, o melhor a fazer é segurar firme a cadeira em Brasília.