ATUALIZAÇÃO
Faculdade particular se posiciona sobre carros guinchados pela Setrat
Ação junto ao Pátio Rondon causou revolta dos alunos em semana de prova
09 de Junho de 2017, 10h44
Em nota, o grupo que administra a Faculdade particular alvo da operação da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito de Rondonópolis -Setrat, confirmou os avisos emitidos pelo órgão sobre a possibilidade de guincho aos carros motos estacionados de forma irregular.
Na "Nota de Esclarecimento", o grupo ressalta. "A Anhanguera Rondonópolis esclarece que foi notificada pela Secretaria Municipal de Trânsito e informou os alunos por mensagens de celular, aviso no mural e comunicado em sala de aula. A instituição ressalta que existem três estacionamentos no entorno da unidade e permanece à disposição para sanar quaisquer dúvidas adicionais".
A reportagem do GazetaMT questionou o grupo quanto a possibilidade de planejamento para adequação do espaço da unidade de ensino, a fim de reservar local próprio para os veículos dos estudantes. Os estacionamentos aos quais se refere o grupo, de fato, existem. São, porém, de terceiros, sem vínculo direto com a instituição.
Entenda o caso
Estudantes de uma faculdade particular de Rondonópolis tiveram a noite de provas interrompidas às pressas ontem, 8. Foram avisados, ainda em sala de aula, que seus carros e motos, estacionados sobre o canteiro central da avenida Ary Coelho, imediações da avenida Presidente Médici, seriam guinchados por estarem em local irregular. A ação foi promovida pela Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito -Setrat, escoltada pela Polícia Militar e guincho do Pátio Rondon.
A ação foi registrada por grande parte dos estudantes. A instituição de ensino, apesar de particular e com mensalidades de cursos que podem chegar a mais de 1,5 mil ao mês, não dispõe de estacionamento. Tradicionalmente, os alunos deixam os veículos no meio fio e no canteiro central que divide os sentidos da avenida.
Em entrevista ao GazetaMT, o secretário municipal frente à Setrat, Rodrigo Metello de Oliveira, disse ter cumprido uma determinação do Ministério Público, que exigiu a retirada dos veículos. Ainda, segundo ele, a faculdade particular já havia sido avisada sobre a ação. "Esta situação já perdurava há dias. O que fizemos foi atender a determinação do MP", disse. A ação do judiciário foi movida por denúncia. Sobre a queixa dos estudantes penalizados, o secretário resume: "se a faculdade não tem estacionamento, cabe aos alunos cobrarem isso da própria instituição".
Ao todo, um carro e nove motocicletas foram encaminhadas para a empresa Pátio Rondon, além de outras 29 multas dadas aos estudantes. "Se quiséssemos mesmo arrochar, seria só isso?", questiona Metello.